the fighter:
é um tanto quanto difícil fazer esses filmes com histórias reais esportivas que todo mundo sabe como vai acabar - o herói, os conflitos, as dificuldades, as lutas e a porra toda - e quanto o esporte central é boxe tudo fica ainda mais difícil pela overdose de exemplares existentes (porra, rola até uma confusão nos títulos - the wrestler, do aronofsky, sobre quem falaremos daqui a pouco, aliás, virou o lutador por aqui. e aí, pra não fazer outro o lutador no ano seguinte, esse aqui vira o vencedor. genial).
mas o que importa é que, apesar do clichezaço e do excesso de conflitos, david russell faz uma puta direção, aproximando a linguagem do filme do documental e das transmissões televisivas do boxe. o principal trunfo, porém, é o elenco sensacional, que apesar de ser encabeçado por um mark não mudo nunca nem mesmo o cabelo pra papel nenhum wahlberg, tem presenças fundamentais de amy adams, melissa leo e, sobretudo, um espetacular christian bale, se doando completamente pra um papel dificílimo e tendo uma atuação épica.
aliás, se eu fosse o mark wahlberg, ficaria com vergonha ao ver o filme e me comparar com o bale.
tem uma cena maravilhosa no meio do filme, com i started a joke, dos beegees (sim!), já desponta como candidata a cena do ano.
black swan:
o que eu curto pra caralho no aronofsky é ele é sempre audacioso, cheio de idéias e vai a fundo nelas. mesmo quando ele erra a mão completamente (fonte da vida manda lembranças), não dá pra dizer que ele não ousou e saiu dos clichês e padrões básicos de todas as áreas do cinema.
e o outro ponto fundamental é de maturidade - requiém para um sonho é um filme que eu realmente odeio com força por ser imaturo pra caralho, julgar e condenar seus personagens. em o lutador ele deixa isso pra trás, as coisas passam a ser naturais e o personagem aceito e respeitado pela direção, com aquele final sublime. aqui acho que rolou uma continuidade disso aí.
tenho alguns (ok, talvez muitos) problemas com a câmera do aronofsky, ela é sempre um pouco inquieta demais pra mim. o começo do filme não me convence muito, mas conforme vai rolando a transição, o filme cresce pra caralho. os quinze minutos finais são espetaculares, angustiantes, muito fortes e bem realizados.
mas é bom demais ver toda a ousadia e perfeccionismo estético, com todos os rolês da fotografia, das luzes e tudo o mais, encontrando a maturidade do aronofsky. ele virou um cineasta gente grande de verdade, e agora isso tende a ser cada vez melhor.
e o outro ponto fundamental é de maturidade - requiém para um sonho é um filme que eu realmente odeio com força por ser imaturo pra caralho, julgar e condenar seus personagens. em o lutador ele deixa isso pra trás, as coisas passam a ser naturais e o personagem aceito e respeitado pela direção, com aquele final sublime. aqui acho que rolou uma continuidade disso aí.
tenho alguns (ok, talvez muitos) problemas com a câmera do aronofsky, ela é sempre um pouco inquieta demais pra mim. o começo do filme não me convence muito, mas conforme vai rolando a transição, o filme cresce pra caralho. os quinze minutos finais são espetaculares, angustiantes, muito fortes e bem realizados.
mas é bom demais ver toda a ousadia e perfeccionismo estético, com todos os rolês da fotografia, das luzes e tudo o mais, encontrando a maturidade do aronofsky. ele virou um cineasta gente grande de verdade, e agora isso tende a ser cada vez melhor.






