<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213</id><updated>2011-11-25T12:09:32.032-08:00</updated><title type='text'>Críticas Massarianas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-8482244100186869437</id><published>2011-06-03T13:51:00.001-07:00</published><updated>2011-06-03T13:51:25.624-07:00</updated><title type='text'>mais sobre blue valentine, hangover II</title><content type='html'>fazem quatro meses que eu escrevi &lt;a href="http://criticasmassarianas.blogspot.com/2011/02/blue-valentine-true-grit.html"&gt;esse texto&lt;/a&gt; sobre &lt;i&gt;blue valentine, &lt;/i&gt;de derek cianfrance, visto então com a ajuda da boa e velha pirataria. fazendo um resumo, é um filme denso e pesado sobre a deterioração de um relacionamento, muito mais um dedo na ferida de qualquer espectador que já passou pela situação do que um filme bonitinho ou otimista.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nada mais inacreditável que ele tenha no brasil recebido o título &lt;i&gt;namorados para sempre, &lt;/i&gt;o slogan &lt;i&gt;quando o amor acabou a paixão voltou para reacendê-los, &lt;/i&gt;ou alguma outra babaquice parecida, e sua data de lançamento marcada para o dia dos namorados. não é simplesmente uma coincidência, é um gigantesco golpe de marketing. vão vender o filme como uma comédia romântica típica da data para adolescentes que vestem cor-de-rosa e esperam o príncipe encantado. obviamente, não vai dar certo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu não sei se a intenção é a) traumatizar uma geração b) rir da cara das garotinhas citadas acima ou c) gerar um grande fracasso, mas é o tipo de estratégia que não me parece fazer nenhum sentido. quer dizer, as alternativas "a" e "b" seriam engraçadas, mas com certeza só uma mente doentia como a minha pensaria nelas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aliás, simplesmente vejam &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=3oiY7W7nDeE"&gt;esse trailer&lt;/a&gt; e me digam toda a diferença que os títulos &lt;i&gt;blue valentine &lt;/i&gt;e&lt;i&gt;namorados para sempre &lt;/i&gt;no final fazem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;---------------------------&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;raciocinando mais sobre o filme depois de ver o trailer no cinema passando antes de &lt;i&gt;the hangover II, &lt;/i&gt;eu acabei me tocando que provavelmente gosto tanto dele pelo fato do personagem do ryan gosling ser mais um desses que aparecem na tela de vez em quando que são extremamente parecidos comigo. alguns diálogos sensacionais como o que começa com ela perguntando &lt;i&gt;por que você precisa começar a beber todos os dias às oito da manhã? &lt;/i&gt;e termina com um &lt;i&gt;eu não queria nada disso. ser marido, pai, ter um emprego, dinheiro, uma casa. eu faço isso porque eu te amo. &lt;/i&gt;enfim, isso não é história pra esse blog, mas vale o registro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;---------------------------&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não existe muito o que ser dito sobre &lt;i&gt;hangover II, &lt;/i&gt;o filme em si é insignificante. uma cópia exata do primeiro em estrutura, piadas e tentativas de humor, mas sem a mesma graça e sem o prazer da descoberta. mas eu preciso falar que fico feliz pra caralho e com esperança no mundo quando uma comédia tão politicamente incorreta e preconceituosa ainda faz um sucesso tão estrondoso. a chatice ainda não nos dominou por completo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-8482244100186869437?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/8482244100186869437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2011/06/mais-sobre-blue-valentine-hangover-ii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/8482244100186869437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/8482244100186869437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2011/06/mais-sobre-blue-valentine-hangover-ii.html' title='mais sobre blue valentine, hangover II'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-3072721953702052080</id><published>2011-02-14T15:48:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T16:05:38.984-08:00</updated><title type='text'>blue valentine + true grit</title><content type='html'>blue valentine:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu sempre lembro de quando escrevi sobre &lt;i&gt;closer &lt;/i&gt;e disse que quem fez aquele filme obviamente nunca tinha estado num relacionamento com ninguém, uma vez que aqueles diálogos eram as coisas mais imbecis, acéfalas e irritantes possíveis no cinema. &lt;i&gt;o gosto do pau dele era melhor que o do meu? &lt;/i&gt;sério mesmo, cara? que porra de diálogo é esse?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a exata sensação contrária eu tive vendo esse &lt;i&gt;blue valentine, &lt;/i&gt;estréia de derek cianfrance em longas. o pensamento era &lt;i&gt;puta que pariu, é exatamente assim que acontece! eu já tive esse diálogo com alguém! &lt;/i&gt;- e, bom, eu não preciso explicar qual das duas situações é a melhor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;blue valentine &lt;/i&gt;é quase que um filme-porrada, já que se vê a decomposição e a construção de um relacionamento ao mesmo tempo. eles estão se apaixonando e se distanciando, tudo é uma questão de qual o momento atual da narrativa, que se mescla muito bem. e com todo esse emaranhado de realidades e situações, de idas e vindas, de beijos e risadas e lágrimas e discussões, existe uma incrível sutileza, um olhar diferente de um filme que sabe que você vai se aproximar dos dois personagens - sem maniqueísmo, sem uma filhadaputagem à summer, é tudo natural e real.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;michelle williams e ryan gosling estão os dois em atuações fantásticas, de incrível densidade e emoção. num mundo justo, ganhariam os dois oscars de atuação sem muita competição. e o filme segue seu rumo, acompanhando o fim e te lembrando que se trata de um relacionamento real, uma paixão entre duas pessoas de carne e osso e seu fim. e com um plano final maravilhoso, te dá a porrada final.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;true grit:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;há uns tempos atrás, quando eu comecei a escrever um noir, achei que a melhor coisa a se fazer seria usar todas as referências e situações conhecidas do gênero e fazer dessa construção quase uma homenagem. afinal, é um gênero em extinção há, digamos, cinquenta anos. é mais ou menos o que os irmãos coen fizeram aqui, com um western.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não se trata de uma obra-prima, de um &lt;i&gt;no country for old men, &lt;/i&gt;mas é um filme que passa com uma velocidade incrível, extremamente divertido e repleto de violência e momentos engraçados e toques típicos dos coen dentro desse mundo tão definido e com suas paredes erguidas nos clichês e nas marcas do gênero. jeff bridges tomando o lugar de john wayne - apesar que um western, pra ter todas as marcas registadas de um western, precisa ter john wayne. e quando bridges estava prestes a aparecer pela primeira vez - e que puta atuação foda, diga-se - eu realmente quis ver o velho astro da versão original.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dito isso, é redundância continuar escrevendo que os coens fizeram outro grande filme. a impressão que fica é que eles tem acertado sempre, se divertido pra caralho, filmando exatamente o que querem filmar e ganhando mais e mais a admiração de todo mundo - do público médio à academia hollywoodiana. e eu já não fico mais tão longe de dizer que eles são os principais cineastas dos últimos 20 anos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-3072721953702052080?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/3072721953702052080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2011/02/blue-valentine-true-grit.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3072721953702052080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3072721953702052080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2011/02/blue-valentine-true-grit.html' title='blue valentine + true grit'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-3021798200610193366</id><published>2011-02-11T16:18:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T16:26:46.788-08:00</updated><title type='text'>the fighter + black swan</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;pequena retomada com filmes do oscar, vamos lá:&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;the fighter:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;é um tanto quanto difícil fazer esses filmes com histórias reais esportivas que todo mundo sabe como vai acabar - o herói, os conflitos, as dificuldades, as lutas e a porra toda - e quanto o esporte central é boxe tudo fica ainda mais difícil pela overdose de exemplares existentes (porra, rola até uma confusão nos títulos - &lt;i&gt;the wrestler, &lt;/i&gt;do aronofsky, sobre quem falaremos daqui a pouco, aliás, virou &lt;i&gt;o lutador &lt;/i&gt;por aqui. e aí, pra não fazer outro &lt;i&gt;o lutador &lt;/i&gt;no ano seguinte, esse aqui vira &lt;i&gt;o vencedor. &lt;/i&gt;genial).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;mas o que importa é que, apesar do clichezaço e do excesso de conflitos, david russell faz uma puta direção, aproximando a linguagem do filme do documental e das transmissões televisivas do boxe. o principal trunfo, porém, é o elenco sensacional, que apesar de ser encabeçado por um mark &lt;i&gt;não mudo nunca nem mesmo o cabelo pra papel nenhum &lt;/i&gt;wahlberg, tem presenças fundamentais de amy adams, melissa leo e, sobretudo, um espetacular christian bale, se doando completamente pra um papel dificílimo e tendo uma atuação épica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;aliás, se eu fosse o mark wahlberg, ficaria com vergonha ao ver o filme e me comparar com o bale.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;tem uma cena maravilhosa no meio do filme, com &lt;i&gt;i started a joke, &lt;/i&gt;dos beegees (sim!), já desponta como candidata a cena do ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;black swan:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;o que eu curto pra caralho no aronofsky é ele é sempre audacioso, cheio de idéias e vai a fundo nelas. mesmo quando ele erra a mão completamente (fonte da vida manda lembranças), não dá pra dizer que ele não ousou e saiu dos clichês e padrões básicos de todas as áreas do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o outro ponto fundamental é de maturidade - requiém para um sonho é um filme que eu realmente odeio com força por ser imaturo pra caralho, julgar e condenar seus personagens. em o lutador ele deixa isso pra trás, as coisas passam a ser naturais e o personagem aceito e respeitado pela direção, com aquele final sublime. aqui acho que rolou uma continuidade disso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tenho alguns (ok, talvez muitos) problemas com a câmera do aronofsky, ela é sempre um pouco inquieta demais pra mim. o começo do filme não me convence muito, mas conforme vai rolando a transição, o filme cresce pra caralho. os quinze minutos finais são espetaculares, angustiantes, muito fortes e bem realizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas é bom demais ver toda a ousadia e perfeccionismo estético, com todos os rolês da fotografia, das luzes e tudo o mais, encontrando a maturidade do aronofsky. ele virou um cineasta gente grande de verdade, e agora isso tende a ser cada vez melhor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-3021798200610193366?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/3021798200610193366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2011/02/fighter-black-swan.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3021798200610193366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3021798200610193366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2011/02/fighter-black-swan.html' title='the fighter + black swan'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-4611609849249525674</id><published>2010-11-04T21:33:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T22:12:28.697-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 14</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TNOJdTlxEBI/AAAAAAAAAHw/QscA3c8SxEA/s1600/am-letter2elia_t614.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TNOJdTlxEBI/AAAAAAAAAHw/QscA3c8SxEA/s320/am-letter2elia_t614.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535919503536361490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Uma Carta para Elia, &lt;/i&gt;de Martin Scorsese&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para terminar esse rolê todo de escrever sobre mais uma mostra, a oitava da minha vida: vocês devem ter percebido pelas cotações o quanto a safra foi fraca. não dei nenhum 4/4 (ok, uma surpresa - nada surpreendente, na verdade - aguarda vocês) e foram alguns vários 0/4. não sei se eu estou um pouco diferente, mais exigente, mais difícil de ser realmente conquistado pelos filmes, talvez esteja mesmo. mas o fato é que alguns foram prejudicados pela expectativa desproprcional (provavelmente eu nunca tinha entrado numa sala com tanta como foi pro &lt;i&gt;tio boonmèe), &lt;/i&gt;ou por simplesmente serem fracos e quadrados e não terem quase vida nenhuma (&lt;i&gt;homens e deuses &lt;/i&gt;grande prêmio do juri? what the hell, cannes?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o fato é que nós estamos vindo de um ano sobrenaturalmente bom, que foi 2009, com uma das melhores safras que eu lembro de ter visto - de cabeça, tinha &lt;i&gt;mother, bad lieutenant, vincere, time that remains, viajo porque preciso, thirst, polícia, adjetivo, &lt;/i&gt;etc etc etc, isso ficando só no circuito de arte e sem abrir pro mainstream (&lt;i&gt;hurt locker, inglorious basterds) - &lt;/i&gt;e com certeza esqueci de coisa pra caralho aí. fico triste demais em ver que, em 2010, só uns quatro filmes da mostra merecem dividir um parágrafo com esses aí de cima (&lt;i&gt;cópia fiel, tio boonmee, my joy &lt;/i&gt;e a surpresa nada surpreendente). basicamente, uma tragédia em forma de ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou começar a destilar meu mau humor frustrado pela decepção completa com os filmes: muito bonita a iniciativa de dar o prêmio do juri em cannes pra esse &lt;i&gt;um homem que grita, &lt;/i&gt;mas todo mundo sabe que não passa de um incentivo e de um "prêmio de consolação", praticamente um brinquedo que você dá pra um bebê por ele ter aprendido a usar o penico. é mais ou menos isso, e eu não vou dizer que não é válido - claro que é. mas já é plenamente imaginável por essa introdução o que eu achei do filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;um homem que grita &lt;/i&gt;é um filme correto e bem realizado, mas longe do merecimento próprio de qualquer prêmio. passa sem efeitos pela vida, a não ser que você seja um remanescente da guerra civil do chade. não se nega o valor que um filme possa ter para o seu povo, mas como cinema ele é apenas um exemplar mediano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e exemplar mediano é uma expressão que caracteriza lindamente &lt;i&gt;clara, &lt;/i&gt;produção alemã sobre clara schumann, maestra, compositora, música e sabe-se lá mais o que. é um filme simpático, lotado de boa música, com boas situações e um desenvolvimento correto, mas que passa longe de empolgar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(observação antes de ir para o que interessa. &lt;i&gt;quando partimos &lt;/i&gt;ganhou a mostra. puta que pariu, isso passa dos limites do inacreditável. ok, não, é bem lógico, visto que os velhinhos e velhinhas da mostra adoram esse tipo de dramalhão com clichês transbordando pela boca, marionetes de tragédia e a porra toda. só posso lamentar.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tá, vamos pro que interessa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;todo mundo sabe o quanto eu admiro martin scorsese, com certeza um integrante vitalício do meu top 5 de cineastas favoritos. vocês podem espernear, brigar, me xingar à vontade, dizendo que eu sou um fã puxa-saco, não tenho o que fazer o que mais possam querer. mas &lt;i&gt;uma carta para elia &lt;/i&gt;é lindo demais e o melhor filme que eu vi nessas duas semanas de festival.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pronto, essa é a surpresa nada surpreendente. óbvio que o scorsese ia me salvar, não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;uma carta para elia &lt;/i&gt;é uma declaração de amor ao cinema e eu não devia escrever nada sobre ele. iria estragar a emoção, completamente. martin scorsese ama o cinema de uma forma intensa, devastadora, tem os filmes guardados com um carinho maior que o mundo num canto separado de seu coração - que provavelmente já é maior que o coração da maioria esmagadora das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;essa relação que ele diz ter com elia kazan é, no mínimo, uma coisa que qualquer jovem aspirante a cineasta entende perfeitamente. ele se via nos filmes de kazan, via as situações de sua vida, via os seus momentos, estudava os movimentos de câmera, a iluminação, vinte, trinta vezes. eu acredito que todo mundo que tenha paixão por essa arte tem aquela pessoa que a inspira, que parece falar por você. quem me conhece mais de perto sabe que é o que acontece comigo e john cassavetes, que aliás, é citado por scorsese nesse filme aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e aí, surge um emaranhado de raciocínios que eu mal consigo explicar sem quase fundir meu cérebro. mas é essa rede de apaixonados pelo cinema que formam quase um ciclo eterno que mantem a arte viva. eu queria, um dia, ser bom ao ponto de poder fazer um &lt;i&gt;a letter to martin &lt;/i&gt;ou, mais ainda, um &lt;i&gt;a letter to john, &lt;/i&gt;que seja capaz de emocionar tanto os jovens aspirantes a cineastas como esse aqui me emocionou. é, acho que é o melhor resumo que eu posso fazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(um homem que grita - 2/4, clara - 2/4, uma carta para elia - 4/4).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-4611609849249525674?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/4611609849249525674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/11/mostra-dia-14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/4611609849249525674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/4611609849249525674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/11/mostra-dia-14.html' title='mostra - dia 14'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TNOJdTlxEBI/AAAAAAAAAHw/QscA3c8SxEA/s72-c/am-letter2elia_t614.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-8912962541969303084</id><published>2010-11-03T21:57:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T22:41:33.844-07:00</updated><title type='text'>mostra - dias 12 e 13</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TNI-Bc6OtqI/AAAAAAAAAHo/2bPncFwoR2w/s1600/hef_about4.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TNI-Bc6OtqI/AAAAAAAAAHo/2bPncFwoR2w/s320/hef_about4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535555086652978850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hugh Hefner, &lt;/i&gt;de Brigitte Berman&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fazem umas duas semanas que eu achei uma macumba em uma casa abandonada numa vila fantasma e botei fogo nela. tinha nomes de pessoas, milhos, muito jornal e outras coisas estranhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;até então, nada tinha me acontecido. mas esse dia dois de novembro, coincidentemente dia dos mortos, foi de uma tenebrosidade absurda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;tudo começou relativamente bem: documentário sobre hugh hefner, o dono da playboy e um dos maiores gênios que esse universo já começou. ele já começa resumindo basicamente o que tem a ser dito: &lt;i&gt;me mostre um homem no mundo que não daria a bola esquerda pra ser hugh hefner. &lt;/i&gt;é, eu daria. sem pensar duas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(ok, não aos 80 anos, quase morrendo, como hoje. e não aos 22, minha idade, quando ele ainda nem tinha idéia do que viria a ser a playboy. pensando melhor... me façam a pergunta de novo daqui há uns 15 anos.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é um documentário totalmente tradicional na sua forma, feito pelo instituto canadense, ou seja, uma sumidade em documentários clássicos. apresenta o cidadão, sua vida, sua obra. entrevistas, depoimentos, imagens de arquivo, equipe não aparecendo em momento nenhum. quadrado, mas extremamente eficiente devido à complexidade de hugh e de todo seu legado para a humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;são discutidos diversos temas, não só a playboy e as mulheres. toda a relação de hugh hefner com a aceitação dos negros na mídia, sendo o primeiro homem a permitir que eles frequentassem um programa de televisão e clubes que antes eram exclusivos para brancos, disseminando o jazz na sociedade, lutando pela liberdade sexual feminina, praticamente um pioneiro nas guerras contra o preconceito e a caretice nos estados unidos. com uma figura dessas, uma obra artística apenas correta dá conta de ser interessante o tempo todo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;as coisas continuavam bem com a primeira hora de &lt;i&gt;símbolo, &lt;/i&gt;filme que galgava para o posto de melhor visto na mostra, totalmente louco, anárquico e inovador, até que uma pane geral da sala interrompeu a projeção. aí, vocês sabem como funciona: &lt;i&gt;vai voltar em vinte minutos. &lt;/i&gt;passam-se quarenta e nada resolvido. &lt;i&gt;só mais cinco minutinhos!, &lt;/i&gt;e assim eternamente até o cancelamento. o lado bom é que foram doze dias pra uma bizarrice dessas acontecer (comigo) na mostra! um milagre, normalmente já acontece no primeiro dia. pena que foi na sessão errada. na mais errada possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;download sendo realizado. sei que você odeia pirataria, cakoff, mas porra, faz as coisas direito ou você nos obriga a isso. nos próximos dias, conto a impressão final sobre essa loucura japonesa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e daí, tudo só piorava. por que não cancelaram a sessão seguinte? por que? era simplesmente &lt;i&gt;brilliantlove, &lt;/i&gt;uma das coisas mais medonhas que lembro de ter visto na minha vida cinematográfica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é mais ou menos assim: um casal trepa o dia inteiro, e a noite também. sem problemas, pessoas trepam. dias inteiros e noites também. ele, um completo paspalhão incapaz de pronunciar duas palavras, tira fotos dela enquanto isso. pelada, gozando, gemendo, o que mais vocês puderem imaginar. um dia, ele esquece as fotos num boteco, que são encontradas por um empresário do ramo da pornografia. ele acha aquilo genial e publica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a partir daí, as piores situações possíveis são desenvolvidas por dois personagens que são mais irritantes, burros, imaturos e mimados que aqueles que eu já tinha descrito anteriormente, de &lt;i&gt;modra. &lt;/i&gt;os dois são completamente vazios, além disso. não são capazes de raciocinar, parecem duas marionetes do roteiro pra filmar cenas de softporn com uma ou outra imagens de pinto e boceta e simulação de porra voando pela cena. se fosse pra definir isso aqui, definiria como um sub-9 canções. aí é possível notar a gravidade do negócio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu ia me dirigindo para ver &lt;i&gt;howl, &lt;/i&gt;sobre a criação e depois julgamento de um dos meus livros favoritos, o homônimo de allen ginsberg. porém, ele não chegou. no lugar, botaram &lt;i&gt;quando partimos, &lt;/i&gt;filme alemão que vai tentar a indicação ao oscar de filme estrangeiro. decidi ver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e porra, QUE ERRO, carlos massari, QUE ERRO.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se &lt;i&gt;brilliantlove &lt;/i&gt;era um sub-9 canções, esse aqui é um sub-crash no limite. ok, exagero, mas ele usa dos mesmos clichês e situações limites horrorosas pra criar todo o seu dramalhão, claro, com raízes sociais. eu já cansei de dizer infinitas vezes o quanto odeio personagens que são marionetes da tragédia inevitável e que estão ali na tela só para sofrer, sofrer e sofrer o tempo inteiro. pois bem. posso parar por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;feo aladag, que tal ver um pouco de marco bellochio antes de tentar fazer um melodrama de novo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;depois, o cinema romeno. &lt;i&gt;aurora, &lt;/i&gt;do mesmo diretor do excelente &lt;i&gt;a morte do sr. lazarescu, &lt;/i&gt;é praticamente uma ultra-execução do modelo que esse novo cinema romeno excepcional tem feito nos últimos anos. as cenas silenciosas, os personagens cheios de dores, os planos longos, as conversas. a obra tem 180 minutos, muitos deles desnecessários, mas acaba se fechando de forma bastante digna. a exemplo de &lt;i&gt;polícia, adjetivo, &lt;/i&gt;temos uma cena final magnífica, apesar de as duas serem deveras parecidas. aqui, fico com uma impressão até um pouco irônica da coisa. cristi puiu tem muito talento e com certeza está na minha lista de cineastas dos quais os próximos filmes são imperdíveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;do grego &lt;i&gt;na floresta, &lt;/i&gt;tudo que possa ser dito será chover no molhado - é uma obra interessante por seu valor conceitual, com câmera na mão acompanhando os personagens praticamente em super close quase o tempo todo. é uma exaustão de orelhas, narizes e bocas na tela. praticamente não existe nenhum diálogo, e são esses três personagens que ficam numa floresta afastados da civilização e a relação entre eles, contada por toques de pele, sorrisos, olhares e fodas. se perde muitas vezes e me parece vazio e inconsequente, mas tem seu valor experimental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;foram horas de tensão tentando descobrir se a cópia de &lt;i&gt;homens e deuses &lt;/i&gt;chegaria ou não. na última hora, ela chegou. comemoração, todos se abraçaram. opa, não. isso foi em cannes com tio boonmee.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;esse &lt;i&gt;homens e deuses, &lt;/i&gt;filme francês que levou o grande prêmio do júri em cannes, é um retrato quadradíssimo do sequestro e assassinato sofrido por monges católicos na argélia na década de 90. trata-se de uma obra completamente dentro dos padrões cinematográficos de narrativa, de câmera, do que quer que seja. não ousa inovar em momento nenhum, não pensa adiante em lugar nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;praticamente caímos de novo no que eu disse sobre &lt;i&gt;hugh hefner: &lt;/i&gt;a narrativa extremamente quadrada sobrevive e se levanta graças ao tema interessantíssimo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não sei vocês, mas eu prefiro coelhinhas a monges.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(hugh hefner - 3/4, símbolo - ?/4, brilliantlove - 0/4, quando partimos - 1/4, aurora - 2.5/4, na floresta - 1.5/4, homens e deuses - 2.5/4)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-8912962541969303084?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/8912962541969303084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/11/mostra-dias-12-e-13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/8912962541969303084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/8912962541969303084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/11/mostra-dias-12-e-13.html' title='mostra - dias 12 e 13'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TNI-Bc6OtqI/AAAAAAAAAHo/2bPncFwoR2w/s72-c/hef_about4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-3854782277454703418</id><published>2010-11-01T22:02:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T22:42:23.631-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 11</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TM-bnJgRQxI/AAAAAAAAAHg/i5OoaeAHvzc/s1600/socialisme.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 178px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TM-bnJgRQxI/AAAAAAAAAHg/i5OoaeAHvzc/s320/socialisme.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534813563930100498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Film Socialisme, &lt;/i&gt;de Jean-Luc Godard&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é engraçado perceber as diferenças entre o você atual e o você de quando começou a frequentar a mostra. naquela época, além de usar gel no cabelo moicano, roupas estranhas e normalmente usar o preparo físico adolescente pra correr do extinto cineclube directv (lembrança maldita) ao frei caneca, eu normalmente usava meu tempo livre de uma hora entre filmes pra ir em livrarias ou lojas de dvds. minhas diversões eram me torturar dentro daqueles lugares cheios de objetos de desejo inalcançáveis. com o tempo, simplesmente abandonei esse hábito nada saudável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o tempo passou e, no meio dele, houve anos que eu estive todos os dias acompanhado por ex-namoradas (não ex na época, por favor) ou peguetes, anos que não encontrei absolutamente ninguém conhecido durante toda a duração do festival e vi todos os filmes sozinhos, houve minha transição de visual. o moicano foi embora em 2004 e hoje meu cabelo é absolutamente normal, bem como o cavanhaque de sempre e a peça que entrou a pouco tempo - os óculos escuros. sou mais um na multidão. e uma exceção gigantesca - alguém que não usa roupas indies no meio daquele mar de blusas listradas ou de bolinhas. e a parte principal - nunca mais entrei na fnac, na cultura ou na 2001 vídeo. tendo uma hora livre, minha cabeça já junta automaticamente as três letras mais importantes e universais possíveis: b a r. e outras sete que são indispensáveis à vida: c e r v e j a.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dito isso, existe um preconceito gigantesco contra filmes sobre adolescentes ou romances e aventuras sexuais adolescentes nesse &lt;i&gt;circuito de mostra. &lt;/i&gt;saindo da sessão de &lt;i&gt;o mito da liberdade &lt;/i&gt;hoje, ouvi duas senhoras - típicas criaturas do festival - comentando que era um absurdo um filme como esse ter passado. claro, vocês nunca foram adolescentes, né? já nasceram com 50 anos, ranzinzas e "intelectuais", creio eu? parabéns, então!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a sinopse aqui é que um emaranhado de personagens na transição entre a high school e a faculdade sai à noite em busca de beijos e sexo e amor e putaria e diversão. esse é &lt;i&gt;american pie, &lt;/i&gt;opa, errado, é &lt;i&gt;o mito da liberdade. &lt;/i&gt;não se trata de uma comédia, mas sim de um filme que tenta entender seus personagens, claramente um olhar com carinho de quem já passou por isso. são calouros e veteranos e amigos e amigas e namoradas e piriguetes todos devidamente perdidos nesse mar, simplesmente buscando terminar a noite com alguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu tenho uma tendência a gostar desse tipo de filme, uma vez que acabo me identificando pra caralho. principalmente porque a narrativa se encaminha pra um oceano de fails, e todos nós sabemos que o número de noites de festas e bebidas e busca por putaria (pra nem mencionar amor) que acaba em fail é bem maior que as que acabam em sucesso. ainda mais aqui, que os personagens são carismáticos e as situações são tão plausíveis e comuns do nosso dia-a-dia, como o veterano indo atrás da bixete gatinha e... bem, deixa pra lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o cinema é livre. não vamos ser arrogantes e pensar que todos os filmes tem que ser sobre filosofia ou guerra ou poesia tailandesa ou morte. não. todo mundo já foi adolescente, todo mundo já saiu à noite querendo beber até cair, trepar com alguém ou simplesmente dividir uma garrafa de vodka. não tem porque achar que isso é um tema menor que a filosofia godardiana. não é.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pra encerrar o assunto, o filme foi bem prejudicado por outra cópia horrorosa. porra, mostra, isso tá cada dia pior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;existe muito pouco a ser dito sobre esse novo godard, &lt;i&gt;film socialisme. &lt;/i&gt;ele próprio encerra a obra com um "no comment" piscando na tela. e o cineasta francês - que todos sabem, é meu preferido, apesar de cada vez mais ser ameaçado por john cassavetes no posto - já não faz nada que se adeque à narrativa ou a estética tradicionais a pelo menos 40 anos, não ia ser agora que voltaria a isso. pelo contrário, cada vez que lança uma nova peça cinematográfica, mais transgride o que estamos acostumados, mais destrói os padrões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é muito simples: você gosta de godard e suas loucuras? veja. vale a pena, recomendo completamente. não gosta, acha chato? passe longe. os problemas de todo mundo estão resolvidos. godard continua sendo godard e continuará até depois de sua morte. provocador, autêntico, inovador. os adjetivos mais clichês possíveis relativos a ele, mas que são extremamente precisos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na mostra de 2004, eu vi um filme argentino chamado &lt;i&gt;buenos aires 100 km, &lt;/i&gt;outro sobre um tema que as senhoras "intelectuais" que acham planos de florestas e filosofias de walter benjamin maiores que a vida não suportam: a transição da infância para a adolescência. nunca esqueci daquele filme, me marcou absurdamente. algumas cenas em especial tiveram uma identificação terrível. o campeonato de futebol, o primeiro beijo com a garota bonita da sala que ia embora em seguida, as coisas que antes significavam tudo na vida passando a não significar nada. marquei o nome do diretor: pablo jose meza. e esperei, um dia, outro filme dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;foram seis anos até que, sem querer, vi na lista da mostra desse ano um tal &lt;i&gt;a velha dos fundos, &lt;/i&gt;de pablo jose meza. opa, era ele de novo. tinha que ver, obrigatoriamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;a velha dos fundos &lt;/i&gt;é um filme daquele gênero que eu admiro extremamente, os filmes sem conflito. não existe nenhuma situação limite movendo a trama, é o acompanhamento da vida de dois personagens medíocres levando suas vidas medíocres. a normalidade, o dia-a-dia, as conversas vazias, a falta de sentido em tudo. meza mais uma vez acertou em cheio pelo menos de forma pessoal comigo, já que é um tipo de narrativa que eu sempre pensei em desenvolver, e aliás tenho alguns esboços. mas não é uma obra especial, nem de perto se parece com &lt;i&gt;buenos aires 100 km. &lt;/i&gt;não foi exatamente uma completa cobertura da expectativa, mas trata-se de um trabalho bem decente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(o mito da liberdade - 2/4, film socialisme - 3/4, a velha dos fundos - 2.5/4)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-3854782277454703418?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/3854782277454703418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/11/mostra-dia-11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3854782277454703418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3854782277454703418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/11/mostra-dia-11.html' title='mostra - dia 11'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TM-bnJgRQxI/AAAAAAAAAHg/i5OoaeAHvzc/s72-c/socialisme.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-3240190550926590874</id><published>2010-10-31T21:52:00.001-07:00</published><updated>2010-10-31T22:30:11.110-07:00</updated><title type='text'>mostra - dias 9 e 10</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TM5HugROqbI/AAAAAAAAAHY/wCZjFEW7fVw/s1600/tioboonmee.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 137px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TM5HugROqbI/AAAAAAAAAHY/wCZjFEW7fVw/s320/tioboonmee.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534439856346671538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tio Boonmee que pode recordar suas vidas passadas, &lt;/i&gt;de Apichatpong Weeresethakul&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de dez dias de mostra, ainda não sofri com nenhum grande problema de atraso, cópia que não chegou ou outros tipos de panes estranhas típicas, apesar de já ter ouvido alguns casos como o do áudio da vinheta ter vazado em cima da projeção já adiantada de um filme. Deve ter sido deveras engraçado alguma cena triste e sombria com aquela musiquinha ao fundo. Enfim, por um lado, sorte minha. Mas existe algo a ser realmente relatado com cuidado: a qualidade das cópias que o festival vem exibindo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas tem sido exibidas com problemas na cor, escuras demais ou claras demais. Outros filmes são completamente distorcidos devido à má conversão de formato. Porém, algumas sessões foram assustadoras. Segue o primeiro exemplo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando começaram a aparecer na tela as primeiras imagens de &lt;i&gt;Caterpillar, &lt;/i&gt;eu realmente achei que se tratava de uma opção estética do filme. Pareciam aqueles clipes televisivos da década de 60 que as emissoras jundiaienses passam de madrugada. Aos poucos, eu percebi: não, aquele realmente era o estado da cópia. E teve que ser assim até o final. Praticamente uma tortura, pior que qualquer dvd que você possa comprar em um terminal de ônibus com feira à sua escolha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;claro que a imersão neste filme de koji wakamatsu ficou bastante prejudicada, ainda mais para uma obra que tem como principal característica a busca do choque com imagens e situações fortíssimas. (percebi agora que eu tava usando letras maiúsculas no começo das frases, what the hell? nunca na minha vida fiz isso.) a intenção é ser uma crítica muito forte à guerra, e é com um "deus da guerra" que volta para casa sem nenhum membro, surdo, mudo e deformado e ainda assim é ovacionado por todos que se faz toda essa depredação. wakamatsu não poupa planos pelas faltas de membros e deformidades do guerreiro. é cruel e seco, tentando causar repulsa, tentando sempre manter um estado de tensão e inconformismo no ar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu não costumo gostar de filmes que busquem o choque pelo modo mais fácil, ou seja, jogando imagens fortes na tela o tempo todo. é um recurso fraco e que perde para a sutileza, a construção da situação que te devasta aos poucos. wakamatsu tem seu estilo de fazer cinema que, pelo menos pra mim, não funciona muito. mas reconheço os méritos e o grito anti-guerra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a adaptação de gabriel garcia marquez &lt;i&gt;do amor e outros demônios &lt;/i&gt;tem gerado muitos comentários positivos dos colegas e acabei indo ver. é um filme bastante sólido e com uma estética muitas vezes impressionante - principalmente pela fotografia e construção de planos - mas que sinceramente não me agradou muito. o desenvolvimento é extremamente rápido, as conclusões pulam na tela com uma velocidade absurda e mal deixam tempo para um clima ou uma percepção da trama. provavelmente a obra exigia uma duração bastante maior. me passou a impressão de um trabalho apressado, apesar de todos os méritos visuais. agora, é preciso ser dito que é outro nível de adaptação de garcia marquez, sem comparação com coisas medonhas como &lt;i&gt;o amor nos tempos de cólera.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ah, &lt;i&gt;tio boonmèe. &lt;/i&gt;é difícil entrar na sala sem lembrar dos comentários de cannes. entre eles, estavam alguns como &lt;i&gt;é o melhor filme da história do cinema, estamos todos abraçando-nos! &lt;/i&gt;a expectativa era maior que o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vocês sabem, expectativas destroem qualquer coisa. pisam em cima. esmagam. não sobra nada do que realmente se achava que seria. é assim com tudo, de encontros amorosos a jogos de futebol. de mulheres quando tiram a roupa a lugares pra se conhecer. é assim, principalmente, com filmes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e não me entendam mal - &lt;i&gt;tio boonmèe &lt;/i&gt;é um belíssimo filme, repleto de poesia, com um imaginário e uma amenidade todos realmente conquistadores. com um jeito de filmar que é particular de joe e já, nesse seu princípio de obra, com os planos longos da vegetação, do vento balançando as árvores, com os personagens que são cheios de sabedoria. o filme é lindo, na verdade. o tom soturno dos diálogos, as vozes, os macacos, as cenas na caverna. &lt;i&gt;o céu é superestimado. não tem nada lá. &lt;/i&gt;cinema marcante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas não é o melhor filme de todos os tempos. não é nem o melhor filme dessa mostra até aqui (cópia fiel). não é, principalmente, o melhor filme do próprio joe (eternamente sua).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;passemos da tailândia para o sri lanka. da poesia para a escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;karma, &lt;/i&gt;de prasanna jayakody, é tão ou mais pesado que &lt;i&gt;caterpillar. &lt;/i&gt;provavelmente mais. e é repleto de boas idéias e demonstrações de talento. a porrada aparece logo de cara, com um plano longuíssimo de uma mulher morrendo de câncer se esforçando pra respirar numa cama. aquela respiração dolorida e demorada. a cena dói fundo no público. e outros exemplares do tipo virão durante a uma hora e vinte e pouco de projeção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;gosto de muita coisa aqui, mas infelizmente, acho que o filme se perde completamente quando se aproxima de sua conclusão. sem entrar em detalhes para não estragar nada, apesar de ser quase impossível que alguém que leia isso venha a assistir essa peça da cinematografia cingalesa, mas o talento está aí. certamente veria uma próxima aparição do sr. (ou sra?) jayakody no festival.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(tweetei que tinha visto um filme do sri lanka, ao que recebi uma resposta de uma garota provavelmente de lá, &lt;i&gt;what you said about sri lanka? &lt;/i&gt;- existe coisa mais fascinante que o twitter?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(ok, nós todos sabemos que existe)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o banho de sangue de takeshi kitano, &lt;i&gt;ultraje, &lt;/i&gt;foi exibido também com uma cópia porquíssima, apesar de não se comparar com a horrível de &lt;i&gt;caterpillar. &lt;/i&gt;é divertidíssimo, descompromissado, sem nenhuma intenção poética ou política - pura e simplesmente um banho de sangue, com mortes e assassinatos de todos os tipos, dedos cortados, fuzilamentos, esfaqueamentos e tudo o mais. guerra da yakuza no melhor estilo. provavelmente o filme mais leve da mostra. sim, eu sei que sou doente mental por essa afirmação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(caterpillar - 2/4, do amor e outros demônios - 2/4, tio boonmèe que pode recordar suas vidas passadas - 3.5/4, karma - 2.5/4, o ultraje - 3/4)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-3240190550926590874?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/3240190550926590874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-dias-9-e-10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3240190550926590874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3240190550926590874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-dias-9-e-10.html' title='mostra - dias 9 e 10'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TM5HugROqbI/AAAAAAAAAHY/wCZjFEW7fVw/s72-c/tioboonmee.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-7098217495513098348</id><published>2010-10-29T21:34:00.001-07:00</published><updated>2010-10-29T21:59:48.867-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 8</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMugcfY_i5I/AAAAAAAAAHQ/ZtalMKfFoIA/s1600/myjoy.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMugcfY_i5I/AAAAAAAAAHQ/ZtalMKfFoIA/s320/myjoy.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533692978477894546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Minha Felicidade, &lt;/i&gt;de Sergei Loznitsa&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;existem dois tipos de pessoas que são realmente capazes de me irritar: as lerdas e as folgadas. normalmente, quando eu ando nas ruas ou em algum lugar público e me deparo com elas atrapalhando a vida alheia é absolutamente impossível não notar minha completa situação de transtorno. porém, tudo sempre pode piorar: existem as pessoas lerdas E folgadas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na mostra, essas pessoas se personificam em um ato: aqueles seres doentios e enviados por satanás que insistem em montar sua programação na fila da central. a tragédia ocorre da seguinte forma: você, com pressa e quinze minutos para seu próximo filme começar, chega na fila e percebe que são só três pessoas à sua frente. &lt;i&gt;tranquilo, dará tempo, &lt;/i&gt;você pensa imediatamente. porém, faltando só um ser para finalmente sua vez chegar, ocorre o episódio demoníaco: a criatura, talvez por puro sadismo, tira o catálogo da bolsa e começa ali a marcar o que pretende ou não ver. e assim vai por infinitas horas, inclusive com perguntinhas para o atendente: &lt;i&gt;e aí, vejo o sol ensolaradamente solar ou a ascenção e a queda dos jacarés tailandeses?&lt;/i&gt; ah, se você tivesse um machado ou algo que causa uma morte dolorosa, hein?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;senhores, hoje eu perdi hora, não acordei a tempo e acabei chegando no cinema para ver o documentário sobre william burroughs GÊNIO com meia hora de atraso. um absurdo pessoal. missão abortada. tive que me virar pra escolher outro filme para ocupar o espaço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o escolhido foi o italiano &lt;i&gt;o herdeiro, &lt;/i&gt;de michael zampino. infelizmente, é um produto sub-supercine, com alguns momentos engraçados ou de relativo interesse mas afundado em clichês e situações padrão do suspense hollywoodiano. mostremos só a sinopse: homem herda uma casa da qual nem sabia a existência de seu pai. ao chegar lá, conhece seus vizinhos estranhos e sua vida começa a desmoronar com revelações estranhas e perigo constante. pô, sessão da tarde, tem um emprego pra mim aí? só faltou um &lt;i&gt;incríveis confusões&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pois bem. seria ótimo se a produção não apelasse à árvore que cai e impede a estrada de volta ou à construção totalmente absurda de personagens. com todos esses trejeitos batidos e imperdoáveis, qualquer cena engraçada ou divertida fica difícil de ser engolida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é o contrário do que acontece no aclamadíssimo &lt;i&gt;minha felicidade, &lt;/i&gt;de sergei loznitsa. um filme que foge de padrões, cria sua própria narrativa, seu próprio jeito de &lt;i&gt;contar estórias, &lt;/i&gt;mas, mais que isso, fazer um mosaico que forme um painel desolador e brutal da rússia contemporânea e passada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;minha felicidade &lt;/i&gt;transpira violência e medo o tempo todo. qualquer pessoa presente pode ser morta por qualquer outra a qualquer momento. o plano inicial já mostra um cadáver abandonado sendo coberto por concreto. daí em diante, é o desenvolvimento de mini-contos sempre com o mesmo final, sempre com a mesma moral. a maioria deles possui um poder absoluto. o filme tem intenção de ser pesado e consegue com muita facilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;acaba sendo um exemplar do cinema russo de sempre - silencioso, lento, introspectivo - mas também com os dois pés no novo cinema romeno, que aliás é a nacionalidade de seu diretor de fotografia. o clima de terror, porém, perdura a projeção toda e fica ainda por um tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pela temática e violência, seria um &lt;i&gt;o albergue em versão road movie de arte. &lt;/i&gt;e deve reduzir os intercâmbios pra rússia em uns 95%, a não ser que as pessoas andem dentro de um bunker nas ruas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ok, desculpem pelo último parágrafo de piadinhas mesmo em um filme como esse. simplesmente não posso evitá-las. foram os primeiros comentários feitos na saída do cinema, aliás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e amanhã tem tio boonmèe!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(o herdeiro - 1.5/4, minha felicidade - 3.5/4)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-7098217495513098348?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/7098217495513098348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-dia-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7098217495513098348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7098217495513098348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-dia-8.html' title='mostra - dia 8'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMugcfY_i5I/AAAAAAAAAHQ/ZtalMKfFoIA/s72-c/myjoy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-248724184921109305</id><published>2010-10-28T22:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-28T23:10:44.567-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 7</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMpena3n61I/AAAAAAAAAHI/wftOMor-xUE/s1600/existo.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMpena3n61I/AAAAAAAAAHI/wftOMor-xUE/s320/existo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533339123498609490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ex Isto, &lt;/i&gt;de Cao Guimarães&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;novamente, acabei perdendo um dia de mostra por motivos pessoais que nem sequer merecem ser relatados aqui - acreditem, se eu começasse a dizer, acabaria virando um livro, e um livro extremamente amargurado, revoltado e capaz de esculhambar um sem número de pessoas com palvrões, xingamentos e até mesmo socos de boxeadores pulando para fora da tela do computador. algum dia, talvez, eu coloque tudo isso no papel e publique, mas não será por meio deste blog.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dito isso, a boa notícia: esse provavelmente foi o último dia perdido de mostra. temos sete ininterruptos pela frente pra destruir o que sobra das capacidades soníferas e alimentícias deste corpo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o sétimo dia oficial no calendário da mostra - quinto, portanto, com a minha presença - começou com &lt;i&gt;ex isto, &lt;/i&gt;de cao guimarães, uma encenação absolutamente experimental sobre como teria sido uma visita de rené descartes ao brasil. é uma obra bastante conflitante em alguns aspectos e que acaba sendo sua principal inimiga, usando aqui este clichê dos esportes. impressionante esteticamente - um filme com longos planos do ator joão miguel, interpretando decartes, em diversas situações nos trópicos e da natureza e outros, sempre com narrações filosóficas ao fundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;algumas imagens realmente são incrivelmente boas, ficando aqui o destaque pra um super close de uma aranha construindo uma teia. infelizmente, esse combo perfeição técnica de planos longos de praticamente nada (pelo menos por meia hora não existe outro ator em cena) + voz over com constatações filosóficas caminha de forma inevitável pra um sonífero infalível. quando o filme começa a surtar e inserir imagens e situações deslocadas dessa realidade toda, criando uma nova perspectiva e deixando de lado um suposto pedantismo, já é tarde demais. de qualquer forma, &lt;i&gt;ex isto &lt;/i&gt;é, no mínimo, passível de interesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;no mínimo passível de interesse também pode ser considerado &lt;i&gt;o caso das divisões morituri, &lt;/i&gt;de fj ossang, o alvo da retrospectiva da mostra nesse ano. eu tenho uma pequena tendência a gostar de filmes malucos e pouco ortodoxos, e esse é completamente um deles. ossang, que desejou &lt;i&gt;boa sorte &lt;/i&gt;à platéia antes do início da projeção, cria um universo à parte no qual gladiadores se matam em arenas e a polícia tenta impedir as apostas nesse jogo, indo atrás tanto dos lutadores como dos apostadores. a partir daí, se desenvolve uma ficção que foge de clichês e lugares comuns e se comporta de maneira absolutamente anômala, explorando várias das possibilidades imagéticas que o cinema oferece - desde variações nos tons de cor, enquadramentos e transições até as formas mais simples, como subtítulos que não deixam de piscar e se repetir na tela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;difícil partir de um filme como esse para algo tão quadrado e repetitivo como &lt;i&gt;i wish i knew, &lt;/i&gt;de jia zhang-ke. eu provavelmente estarei dizendo algo que já disse antes, mas essa é uma frase metalinguistica: se algum dia eu encontrar zhang-ke na rua, vou pedir &lt;i&gt;por favor, tenha caridade conosco e pare de SEMPRE FAZER A PORRA DO MESMO FILME. &lt;/i&gt;se você já viu qualquer um dos documentários desse cineasta sobre a china moderna, já viu este também. as pessoas vão rememorar suas infâncias e adolescências e as estórias de suas famílias na época da revolução sendo gravadas em lugares ermos, com cores frias e sem nenhuma interação com o público, a equipe ou qualquer outra coisa. uma vez, passa. mas é o trigésimo quinto filme igual de zhang-ke.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(aliás, observação pertinente feita hoje na fila enquanto aguardávamos pelo coutinho - zhang-ke tomou o lugar do amos gitai como cineasta mais repetitivo da atualidade. podíamos fazer um bolão sobre daqui a quantos filmes ele vai sair do rolê documentários sobre a china moderna, que tal?)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;então, o misterioso e desconhecido&lt;i&gt;&lt;u&gt; &lt;/u&gt;um dia na vida, &lt;/i&gt;de eduardo coutinho. o filme sobre o qual ninguém sabia nada. o filme que, antes de ser iniciado, gerou devolução do ingresso pra todo mundo na fila - e porra, valeu mostra, mas vocês me deram dois ingressos de graça em vez de um - amamos quando esses erros acontecem! resumindo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;coutinho gravou 24 horas de todas as emissoras de televisão aberta brasileiras e fez uma colagem de uma hora e meia com tudo que existe de pior nelas. márcia, datena, casos de família, etc etc etc. é isso. começa com teleaulas de inglês, termina com venda de jóias na madrugada. obviamente, sem esquecer dos programas religiosos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu não quero entrar na discussão se &lt;i&gt;isso é um filme ou não. &lt;/i&gt;não sei. não gosto de conceitos fechados e corretos, são coisas que pra mim não existem. se, com uma arma na minha cabeça, tivesse que escolher, eu diria que não - e é por isso que me abstenho de dar nota, apesar de ter achado uma experiência deveras interessante e ter gargalhado bastante com todas as bizarrices exibidas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vale lembrar que provavelmente esse filme nunca mais será exibido, em lugar nenhum. questão de direitos autorais, vocês devem saber. por isso também foi mantido em segredo até o início da projeção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(ex isto - 2.5/4, o caso das divisões morituri - 2.5/4, i wish i knew - 2/4, um dia na vida - s/n)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-248724184921109305?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/248724184921109305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-dia-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/248724184921109305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/248724184921109305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-dia-7.html' title='mostra - dia 7'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMpena3n61I/AAAAAAAAAHI/wftOMor-xUE/s72-c/existo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-1066090598208204084</id><published>2010-10-26T21:04:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T19:01:05.274-07:00</updated><title type='text'>mostra 2010 - dias 4 e 5</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMelBxfdUyI/AAAAAAAAAHA/YXpqCFoMUI8/s1600/copie-conforme-48905.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMelBxfdUyI/AAAAAAAAAHA/YXpqCFoMUI8/s320/copie-conforme-48905.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532572117131678498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cópia Fiel, &lt;/i&gt;de Abbas Kiarostami&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;senhores leitores, vejam o tamanho da minha tragédia:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;decidi que sacrificaria o terceiro dia da mostra devido à minha paixão pelos esportes. no caso, naquele domingo, meus dois times do coração entrariam em campo para enfrentar seus arqui-rivais: o palmeiras jogaria contra o corinthians, o oakland raiders contra o denver broncos. um jogo às dezesseis horas pela televisão, o outro às dezoito pela internet. tudo devidamente encaminhado. até que, ao acordar, me deparo com uma grande surpresa: nada funciona.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a espera pela volta dos serviços prestados pela excelentíssima net durou o dia inteiro, sem nenhum sucesso. tive que ouvir pelo rádio o palmeiras ser derrotado por 1 a 0 e ver pelo play by play da internet do celular os raiders massacrarem os broncos por 59 a 14. e sem mostra. e sem filmes. e sem nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;feito este amargurado relato, vamos ao que importa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de volta à correria na segunda-feira, iniciamos com &lt;i&gt;lost paradise in tokyo, &lt;/i&gt;drama bastante correto sobre dois irmãos  e uma garota que se envolve com ambos tentando criar um mundo próprio dentro da capital japonesa. um dos irmãos é autista e tem um episódio bastante doloroso no passado, o que faz com o que o outro, a princípio, o mantenha constantemente trancado dentro do apartamento enquanto trabalha. aos poucos, uma compreensão maior cai entre a trupe e vemos aquelas mensagens que vocês já sabem quais são.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou citar um ponto negativo específico que me irritou bastante e me impediu de gostar mais dessa obra de kazuya shiraiashi: o filme é de um maniqueísmo quase vontrieriano, existindo os três personagens em comunhão a partir de um certo momento lutando pelo bem e pela paz em suas vidas e encontrando no resto do mundo perversão e maldade. chega a ser praticamente desastroso o tratamento dado às pessoas externas aos três a partir de aproximadamente uma hora de filme. apesar disso, é uma obra sólida e bem construída, tanto temática como esteticamente. houvesse um pouco mais de tato da direção nesses momentos decisivos e o resultado poderia ter sido bem satisfatório.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;momento de indignação, parte 1:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;um homem abre um sex-shop. piadas com pintos. piadas com vibradores. piadas com bonecas infláveis. rejeição da sociedade. conflito. piadas com casais de velhos e pessoas mau-humoradas agora felizes. mais piadas com pintos. piadas com impotências. ah, o personagem principal é gordinho e desajeitado e tem um affair com uma delicinha completa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que filme é esse? não, não é american pie 23, é &lt;i&gt;revolução da luz vermelha, &lt;/i&gt;idiotice completa. que porra isso tá fazendo na mostra, sr. cakoff?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fim do momento de indignação, parte 1. sigamos. &lt;i&gt;esse filme foi selecionado pelo programa petrobras cultural 2003. &lt;/i&gt;esses letreiros aparecem antes de bróder, de jefferson de. e eu que achava que meu média tinha demorado demais pra ficar pronto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;bróder, &lt;/i&gt;porém, é um filme muitíssimo bem construído, mesmo sendo mais um exemplar do rolê já clássico do cinema brasileiro &lt;i&gt;galera da periferia. &lt;/i&gt;sempre lembro, nessas horas, do extinto &lt;i&gt;turma do gueto &lt;/i&gt;da record e seu glorioso refrão de abertura, &lt;i&gt;e aí malandraaagem. &lt;/i&gt;genial. voltemos ao que importa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;apesar de estar o tempo todo flertando com o crime e a tragédia, &lt;i&gt;bróder &lt;/i&gt;se desenvolve como uma história - como o nome já sugere - sobre família e amizade. o filme mantém um ritmo constante e bastante acelerado, seus atores principais seguram a onda da dramaticidade toda - principalmente um caio blat versão mano sensacional - e tudo acaba sendo bem amarradinho e desenvolvido. não chega a ser uma obra-prima, nem um &lt;i&gt;cidade de deus&lt;/i&gt; - e provavelmente a pretensão nem passa perto disso - mas o que importa é que ele tanto entretem como possui várias qualidades bastante louváveis. além, claro, do troféu diálogo da mostra até aqui:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- &lt;i&gt;não é brother que fala, é mano, mano.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu estou aqui enrolando pra falar sobre &lt;i&gt;cópia fiel, &lt;/i&gt;do abbas kiarostami, talvez porque simplesmente eu não saiba o que falar sobre ele. me causou um efeito de embasbacamento gigante ao seu término, tanto com toda sua elegância - esse iraniano sabe onde por a câmera como ninguém, ou como poucos, como também quanto movimentá-la ou não, o que fazer com ela em cada situação. toda a sequência inicial, plano estático da mesa de entrevista enquanto vemos os créditos já é incrível e dá o tom do que virá a seguir - como por seu tratamento com o roteiro, com os personagens, com o desenvolvimento. aliás, a palavra elegância cabe pra essas instâncias também de forma brilhante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dito isso, lembro da juliette binoche ao receber o prêmio de melhor atriz em cannes, agradecendo muito ao kiarostami pelo papel. o carinho do cineasta com os personagens é impressionante e transparente em cada cena. não quero interpretar nada, não quero dizer o que eu acho das "surpresas" durante a projeção. de verdade, não me importa. acho que não deveria importar a ninguém. fiquem com as impressões que quiserem, eu fico com as minhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;um pobre cineasta francês, benoit magne, aparece numa sala de cinema em são paulo, numa terça-feira à tarde, e diz que aquela é a primeira exibição de seu filme NO MUNDO TODO. e eu ali, perdido. esse filme era &lt;i&gt;o inesperado. &lt;/i&gt;simpático, barato, me identifico com esses sonhadores de vinte e poucos anos contando estórias sobre jovens tentando achar seus lugares no mundo - e estórias sem dinheiro nenhum para serem contadas. o problema é que essa aventura do sr. magne até ia bem, não como uma obra-prima, mas como um filme simpático e divertido até que a excelentíssima senhora personagem principal surta e começa a agir de forma totalmente diferente. pra um filme com foco TOTAL no seu objeto de retrato - no caso, essa garota - ter falhas tão gritantes de construção de personagem é um negócio quase destruidor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;momento de indignação, parte 2:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;um adolescente sentado numa cama tem uma lista com nomes de garotas, a maioria já riscados. ele liga pra próxima, que atende, a princípio não se lembra dele e depois diz que terminou com o namorado. ela o convida pra ir à eslováquia. ele aceita. eles vão. após alguns dias lá, começa a pintar um clima. ela tenta beijá-lo, ele se recusa. foge. brigam. ela pega um cara num bar e ele fica puto com isso (?). ele faz um escândalo (???). ele vai a um bar, pega uma garota e, quando ela se oferece pra um boquete, ele fica transtornado e foge (?????).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;puta que pariu, sra. ingrid veninger, diretora deste &lt;i&gt;modra, &lt;/i&gt;se sua intenção era fazer o romance adolescente com os dois personagens mais irritantes, imbecis, mimados e tapados da história, você conseguiu, parabéns.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fim do momento de indignação, parte 2. terminemos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;para encerrar minhas escritas no dia da trágica notícia da morte do polvo paul, digo que cheguei hoje à conclusão que minhas aulas de russo tem sido completamente inúteis. isso porque entendi só uma meia-dúzia de palavras ditas em &lt;i&gt;minha perestroika, &lt;/i&gt;documentário sobre os efeitos da abertura política russa na vida de alguns habitantes do país da vodka. é interessante e bem feito, mas me senti assistindo ao history channel. dispensável, a não ser por uma aula de laboratório de luxo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(lost paradise in tokyo - 2/4, revolução da luz vermelha - 0/4, cópia fiel - 3.5/4, bróder - 2.5/4, o inesperado - 1/4, modra - 0/4, minha perestroika - 2/4).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-1066090598208204084?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/1066090598208204084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-2010-dias-4-e-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/1066090598208204084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/1066090598208204084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-2010-dias-4-e-5.html' title='mostra 2010 - dias 4 e 5'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMelBxfdUyI/AAAAAAAAAHA/YXpqCFoMUI8/s72-c/copie-conforme-48905.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-7589882645324875723</id><published>2010-10-23T22:15:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T23:00:46.940-07:00</updated><title type='text'>mostra 2010 - dia 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMPBIwFddRI/AAAAAAAAAG4/dqVww2e9x1g/s1600/espadaearosa.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 247px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMPBIwFddRI/AAAAAAAAAG4/dqVww2e9x1g/s320/espadaearosa.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531477123432019218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A Espada e a Rosa, &lt;/i&gt;de João Nicolau&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;existe uma doce ilusão que anda com você todos os anos na hora de montar sua grade pra mostra: &lt;i&gt;esse ano, vou ser mais inteligente e deixar espaços de pelo menos uns 40 minutos pelo menos uma vez por dia, assim, posso me alimentar! &lt;/i&gt;pura e dolorosa ilusão. aos poucos, você percebe que é impossível. quando por um milagre do acaso você realmente consegue deixar esse espaço, vai ser atingido por qualquer tipo de outro imprevisto: restaurantes demorados, filas intermináveis, bares lotados. é como se uma força oculta do mundo te OBRIGASSE a almoçar ou jantar diariamente dentro das salas ou dos ônibus ou correndo pela augusta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pior que isso, quando você insiste em almoçar decentemente sacrificando, com isso, quinze ou vinte minutos do próximo filme - o que obviamente é um erro imenso - será inevitável ter que sentar no chão ao lado da primeira fileira no filme seguinte. com o resto da cerveja na mão. com objetos estranhos tapando um pedaço da tela. e assim, segue eternamente a vida de mostra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ano passado, um dos meus filmes preferidos na mostra foi &lt;i&gt;still walking, &lt;/i&gt;fábula familiar lindamente dirigida por hirokazu kore-eda. o japonês, responsável também por &lt;i&gt;ninguém pode saber, depois da vida, &lt;/i&gt;entre outras preciosidades, aparece agora com &lt;i&gt;air doll. &lt;/i&gt;e a decepção não tinha como ser maior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sendo direto ao ponto, o que me assusta nesse conto sobre uma boneca inflável que de repente ganha vida e sentimentos é a simploriedade como tudo é tratado. são metáforas óbvias e rasas em diálogos ainda mais óbvios e rasos. &lt;i&gt;eu sou vazia por dentro, &lt;/i&gt;diz a personagem principal, ao que ouve a resposta &lt;i&gt;todos nós somos. &lt;/i&gt;uau, parabéns, kore-eda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a narrativa se desenvolve com a boneca aos poucos descobrindo o que é uma vida como humana, a convivência e as pequenas regras dessa sociedade. obviamente, ela estranha tudo e passa por situações bastante embaraçosas. a maioria dessas situações parece retirada de alguma comédia adolescente hollywoodiana com o mesmo tema. não parece nada com uma obra do mesmo homem que tinha feito filmes tão complexos como são seus três já citados nesse post, sobretudo &lt;i&gt;depois da vida, &lt;/i&gt;no qual a discussão filosófica e metafórica alcança níveis extremos sem abandonar a beleza em momento algum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se vocês pesquisarem ainda meu texto sobre &lt;i&gt;still walking &lt;/i&gt;no ano passado, vão ver meu comentário sobre o fato de ser usada câmera estática em 98% do tempo. aqui, essa característica é abandonada, também por questões de linguagem que claramente se difere nas duas obras. porém, até mesmo na estética essa acaba sendo uma aparição preguiçosa da carreira de kore-eda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;agora, falemos de surrealismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o diretor português joão nicolau, presente na sala pra apresentar seu longa &lt;i&gt;a espada e a rosa, &lt;/i&gt;disse em seu discurso pré-exibição algo como &lt;i&gt;defendo um cinema livre, como a vida. livre de qualquer regra. e dedico esse filme aos mestres surrealistas que salvaram minha vida.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;paixão, amigos. de novo ela aparece por aqui. mas antes, eu tinha visto o italiano-sardo &lt;i&gt;a graça, &lt;/i&gt;de bonifacio angius, outro com elementos pendendo extremamente para o surrealismo. só que nada tem nenhuma condição de gerar nenhum tipo de interesse. personagens andam por estradas, figuras bizarras aparecem, desaparecem, reaparecem. a fotografia é escura, os atores são ruins. aos poucos, você se pergunta o que está fazendo naquela sala. e nada vai conseguir te responder. ah, o surrealismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;então, o segundo exemplar, o já citado filme português. na primeira cena, o personagem principal já conquistou toda a platéia. em seguida, uma apresentação de sua vida, de seu mundo, uma aproximação. depois, uma imersão em um mundo de sonho, delírio e fantasia. se o cinema é a arte dos sonhos, como diz muita gente, &lt;i&gt;a espada e a rosa &lt;/i&gt;é perfeito em toda sua concepção - faz sonhar. faz sentir. faz ter vontade de estar ali com aquelas figuras estranhas vivendo em um mundo aparentemente tão absurdo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a única questão que impede &lt;i&gt;a espada e a rosa &lt;/i&gt;de ser uma pequena jóia do nível de &lt;i&gt;aquele querido mês de agosto, &lt;/i&gt;outra revelação portuguesa que a mostra nos deu uns dois anos atrás, é que sua duração de 142 minutos não sustenta todo o sonho e, a partir de um certo momento, o filme passa a se arrastar miseravelmente. o terceiro setor, por assim dizer, inteiro dele não possui metade do interesse e do carisma dos dois primeiros. mas é um fato que joão nicolau colocou seu nome na lista dos &lt;i&gt;cineastas a se observar &lt;/i&gt;daqui em diante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(air doll - 1/4, a graça - w/o, a espada e a rosa - 3/4).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-7589882645324875723?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/7589882645324875723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-2010-dia-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7589882645324875723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7589882645324875723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-2010-dia-2.html' title='mostra 2010 - dia 2'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMPBIwFddRI/AAAAAAAAAG4/dqVww2e9x1g/s72-c/espadaearosa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-3322694526153030200</id><published>2010-10-22T20:56:00.001-07:00</published><updated>2010-10-22T22:51:13.016-07:00</updated><title type='text'>mostra 2010 - dia 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMJdWpeFnHI/AAAAAAAAAGw/VBCJGgB7mu0/s1600/tournee_amalric.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMJdWpeFnHI/AAAAAAAAAGw/VBCJGgB7mu0/s320/tournee_amalric.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531085936034946162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Turnê, de Mathieu Amalric&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;primeiro fato é que o meu post sobre o dia 1 de 2009 começa com algo parecido com &lt;i&gt;queria dizer que não teve nenhum problema técnico no dia de abertura da mostra. &lt;/i&gt;e dessa vez, 2010, realmente não fui afetado por nenhum. acredito que seja impossível que não tenha acontecido nada, sobretudo no cinesesc ou no frei caneca, os reis dos atrasos, das panes de projeção, das falhas com legendas e todo o resto, mas, passando o dia todo no reserva cultural, as coisas correram perfeitamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;segundo fato é que a mostra eternamente começa pra mim com um filme aleatório escolhido de olhos fechados pra tapar buraco, já que raramente tem coisas famosas na tarde do primeiro dia e o boca-a-boca ainda não foi gerado pra maiores recomendações. parece ser meio que uma perseguição constante o fato de eu sempre cair em filmes espanhóis nesse momento, deve ser a quarta vez ou algo do tipo. dessa vez, foi &lt;i&gt;retornos, &lt;/i&gt;do debutante luis aviles. um filme raso e rápido, que passa batido em todos os seus aspectos e sobre o qual praticamente não existe o que se dizer. reconciliação de um pai que deixou sua família pra trás há 10 anos depois de um episódio trágico e é odiado por todos com mistérios e investigações policiais de pano de fundo. não é nenhuma bomba, mas não deixa marcas. nem pra bem, nem pra mal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;então partimos para a expectativa:&lt;i&gt; poesia, &lt;/i&gt;de lee chang dong, vencedor do prêmio de melhor roteiro em cannes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quem me conhece ou conhece o que eu costumo gostar ou não em cinema deve saber: eu tenho um ódio mortal por personagens idiotas. mais ainda por diretores que tratam seus personagens como retardados mentais. na minha errônea concepção cinematográfica, o personagem vem acima de tudo, até mesmo da estética. se a cada ação dele eu quiser me esconder de vergonha alheia, é quase impossível que eu goste do filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nos primeiros dez minutos de &lt;i&gt;poesia, &lt;/i&gt;eu já tinha pensado internamente &lt;i&gt;puta que pariu, mas que mulher mala &lt;/i&gt;umas treze vezes. isso pra não falar no seu neto. esse, nem merece comentários. mas tudo bem, isso não faz o filme ruim. e não é realmente um filme ruim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a questão é que toda essa tradição do cinema oriental de &lt;i&gt;mostrar a bondade das pessoas &lt;/i&gt;está oculta aqui, mascarada por alguns acontecimentos que parecem levar pra um caminho um pouco sórdido. além disso, a busca pela poesia em cada aspecto da vida contrasta com o dilema da citada senhora mala - o que é intencional, mas gerou um resultado bastante negativo. fiquei lembrando por muito tempo da força dramática enorme do &lt;i&gt;mother, &lt;/i&gt;jóia coreana vista na mostra passada. por mais que sejam estilos tão diferentes, não comparar acaba sendo difícil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;gosto muito dos dez minutos que encerram o filme, onde realmente a conjunção poesia + lado sórdido funciona e existem algumas sacadas excepcionais por parte do premiado roteiro. mas acaba sendo pouco perto de uma obra eternamente arrastada e com personagens muito incapazes de segurar o interesse - justamente o contrário do que acontece em &lt;i&gt;turnê, &lt;/i&gt;de mathieu amalric.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é muito provável que esse filme - que está longe de ser uma obra-prima ou coisa do tipo - tenha me tocado bastante pela proximidade do seu personagem principal comigo. o cidadão, um irresponsável semi-alcóolatra com todos os vícios do mundo mas com um coração enorme, é o produtor de uma companhia que atravessa a frança exibindo shows burlescos em teatros decadentes. em duas instâncias, a obra lembra demais o cinema de john cassavetes, obviamente com as devidas proporções guardadas - primeiro, nessa figura central, um quase robert harmon, segundo, na impressão que tudo está sendo constantemente improvisado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que também faz esse pequeno simpático filme crescer e até mesmo levar um prêmio de direção em cannes é que ele transborda paixão. paixão não só pelo fazer cinematográfico, mas por cada uma das suas crias, seja o produtor, seja pelas dançarinas, seja pelas figuras encontradas no caminho. nesse aspecto, me veio na memória outro belo filme da mostra 2009, o uruguaio &lt;i&gt;mau dia para pescar. &lt;/i&gt;são retratos de sub-mundos e de outsiders visto com carinho por seus criadores. mais que fundamental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(retornos - 1.5/4, poesia - 1.5/4, turnê - 3/4)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-3322694526153030200?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/3322694526153030200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-2010-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3322694526153030200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3322694526153030200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/10/mostra-2010-dia.html' title='mostra 2010 - dia 1'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/TMJdWpeFnHI/AAAAAAAAAGw/VBCJGgB7mu0/s72-c/tournee_amalric.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-3976163780999530875</id><published>2010-08-17T22:36:00.001-07:00</published><updated>2010-08-17T22:44:47.147-07:00</updated><title type='text'>inception</title><content type='html'>coloquei no twitter uma frase que me pareceu bastante adequada sobre &lt;i&gt;inception: &lt;/i&gt;um grande nada cheio de tudo.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e a ironia toda é justamente eu começar esse post mencionando o twitter, rede social que teoricamente pede que você seja preciso, rápido, coeso no que for dizer. nenhuma enrolação, direto ao ponto, 140 caracteres. a impressão que eu tenho é que o christopher nolan nunca conseguiria ter um twitter - e este filme é uma confusão de raciocínios interminável. os assuntos se misturam, as sub-tramas se bagunçam, os dramas internos são esquecidos e depois relembrados com uma facilidade incrível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não estou dizendo que um filme não pode ter sub-tramas, ser complexo, ter raciocínios longos, ser &lt;i&gt;prolixo - &lt;/i&gt;sei que essa expressão parece deslocada aqui, mas me pareceu que cabia usá-la - afinal, meu cineasta preferido é jean-luc godard, praticamente o maior mestre do &lt;i&gt;prolixes cinematográfico. &lt;/i&gt;mas a questão central é que nolan não consegue, ou talvez nem mesmo tenta, confeccionar esse ideário todo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;inception &lt;/i&gt;gera interesse em muitas formas, mas não se aprofunda em nenhuma. tem ali um personagem atormentado por culpa e pela memória, e em muitos momentos parece ser um filme sobre memória. tem mundos paralelos, discussões de sonhos, fantasia, efeitos especiais sensacionais. tem muitas sub-tramas, muitos caminhos a percorrer, muitos diálogos sobre todas as características mencionadas nesse parágrafo. infelizmente, tudo é um oceano de dispersão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-3976163780999530875?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/3976163780999530875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/08/inception.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3976163780999530875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3976163780999530875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/08/inception.html' title='inception'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-7314587228348214850</id><published>2010-07-23T16:25:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T17:09:01.762-07:00</updated><title type='text'>sobre extremos</title><content type='html'>toy story 3 (lee unkrich, 2010)&lt;div&gt;a serbian film (srdjan spasojevic, 2010)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pode parecer estranho, mas eu não vi o primeiro toy story na época de seu lançamento. tinha sete anos de idade e desprezava desenhos. achava que eles eram pra crianças bobas e limitadas. ao mesmo tempo, levava comigo uma incrível frustração por não poder entrar no cinema e assistir aos filmes que realmente me agradavam - os de terror. eu, uma singela criança, mas com a mente já completamente pervertida por jason, michael myers e afins. brinquedo na tela, só se fosse o chucky.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;acabei vendo de uma vez "toy story" e "toy story 2" ali pra 2003 ou 2004, auge da minha cinefilia, tempo que aprendi que todos os tipos de filmes podiam ser bons ou ruins, e que ser uma animação não impedia em nada que tivéssemos ali uma obra-prima. lembro que achei dois filmes divertidíssimos, mas deixei nesse ponto. nenhum tinha mexido muito comigo, causado grandes emoções ou qualquer coisa do tipo. tinha dado muitas gargalhadas, mas meu pensamento era simplesmente que eram boas peças de entretenimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;engraçado notar que sete anos depois desse primeiro olhar e quinze do lançamento que a série realmente acabou causando um impacto grande em mim, quando eu já levava vinte e dois anos vividos e diversos tipos de experiências. a palavra central aqui é nostalgia. toy story 3 é um filme nostálgico, não para quem &lt;i&gt;adorava os dois primeiros filmes, &lt;/i&gt;mas para quem &lt;i&gt;era criança naquela época, &lt;/i&gt;gostando de filmes de terror ou o que fosse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é uma saga sobre personagens incrivelmente carismáticos, principalmente woody e buzz, mas com todos os coadjuvantes merecendo destaques de nível também - não há um brinquedo dessa trupe principal que não desperte extrema compaixão ou simpatia. a partir daí, criada essa relação de proximidade entre personagens e público, a identificação geral pode alcançar níveis diferentes de profundidade. e eu acho que é onde o filme tem seu mérito principal - a transferência da relação andy-brinquedos para a relação espectador-brinquedos. essas antigas crianças, hoje já adultos, que um dia se importaram com aqueles pequenos objetos com os quais se divertiam e um dia acabaram se desfazendo deles de infinitas formas diferentes ou, quem sabe, ainda os mantém guardados em algum cômodo escuro e abandonado de suas casas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a construção de pessoas passa diretamente pelas emoções, e relações com os brinquedos estão em algum lugar no início disso tudo. se aos sete anos eu preferia os filmes de terror por não enxergar em andy nada além que uma criança da minha idade que brincava da mesma forma que eu - vejam, identificação superficial, não emocional - hoje, isso muda radicalmente e me aproxima muito mais desse conto sobre brinquedos vivos que na idade que deveria ter acontecido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;essa análise acaba sendo completamente pessoal, uma vez que eu não preciso entrar em méritos de qualidade de animação, roteiro, competência extrema na transição de gêneros e tudo o mais. primeiro, porque todo mundo já falou disso. segundo, porque o que realmente me importa em toy story 3 é essa forma com a qual ele realmente me pegou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na mão contrária, nós temos essa demonstração bizarra de sadismo e ultra-violência que é &lt;i&gt;a serbian film, &lt;/i&gt;um snuff-movie que abusa do sangue espirrando para todos os lados e na tortura pesada - sobretudo sexual - para... para nada. é desses casos de choque fácil, obra que não analisa nada, não traz nenhuma inovação, nenhum conteúdo ou nenhuma estética que mereça destaque, mas que simplesmente se apóia numa tentativa de causar repulsa - ou prazer, nunca se sabe - para uma conquista de público.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é dentro desse extremo que vemos um tipo de filme incapaz de dizer qualquer coisa ou causar qualquer emoção, empatia pelos personagens, uma relação além do &lt;i&gt;oi, eu sou o filme, te mostrei um cara comendo o cu do filho de cinco anos e o sangue espirrando e você escondeu a cara e achou isso repulsivo. obrigado. &lt;/i&gt;eu não consigo ver isso como cinema ou como qualquer coisa digna de nota.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;toda a maturidade demonstrada por &lt;i&gt;toy story 3 &lt;/i&gt;desaparece em &lt;i&gt;a serbian film. &lt;/i&gt;não existe sensação de medo, normalmente o principal fator dos filmes de terror, a narrativa é pobre e se desmonta antes que possa causar maior impacto. a força é das imagens. mas não por sua beleza, sua construção ou sua estética, mas pelo seu choque. um desperdício de uma experiência que poderia ser absolutamente visceral.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-7314587228348214850?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/7314587228348214850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/07/sobre-extremos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7314587228348214850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7314587228348214850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/07/sobre-extremos.html' title='sobre extremos'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-6123089557485451846</id><published>2010-02-09T19:46:00.001-08:00</published><updated>2010-02-09T20:00:34.119-08:00</updated><title type='text'>the hurt locker</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S3IsJ4GPaVI/AAAAAAAAAGY/IUhWlPld65E/s1600-h/hurtlocker.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S3IsJ4GPaVI/AAAAAAAAAGY/IUhWlPld65E/s320/hurtlocker.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436456248378616146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;filmes de guerra tem algumas vertentes para seguir. alguns exploram o lado psicológico dos combatentes e a completa degradação mental durante o período de conflito (full metal jacket, kubrick), alguns focalizam quase o tempo todo na ferocidade da batalha, com a intensidade e a ação sendo predominantes (resgate do soldado ryan, spielberg), alguns se contentam em fazer retratos e trazerem mensagens pessimistas e pacifistas sobre tudo aquilo (gloria feita de sangue, kubrick again) e alguns simplesmente mostram cruamente o quanto a guerra é uma completa idiotice desumana (vá e veja, klimov), apesar de quase todos se encaixarem nessa última categoria, mas sem a mesma ênfase. a não ser, claro, que estejamos falando dos filmes do ridley scott.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;the hurt locker &lt;/i&gt;é tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;primeiro, é um filme de constante tensão, com três ou quatro cenas memoráveis nesse aspecto, com um destaque especial pra uma certa mosca. o perigo e a eminência da morte são duas características tão óbvias que o público é levado a prender a respiração e se envolver em cada segundo da ação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;segundo, é um filme de construção e destruição psicológica ímpares. os personagens estão em constante mudança, totalmente influenciados pelo meio no qual se encontram - a guerra, a morte. alguns se tornam mais estúpidos e descerebrados com isso. outros, depressivos. sair de lá é uma necessidade. voltar, talvez também seja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;terceiro, é um filme com ritmo, com direção acuradíssima, com atuações sensacionais, sobretudo de jeremy renner, o desarmador de bombas. bigelow, diretora que eu tinha visto um filme até então, o medíocre k-19, surpreende bizarramente com talento e pleno controle de sua obra. tudo está absolutamente no lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;são cinco ou seis cenas completamente memoráveis. destaco especificamente a mais sutil delas, uma envolvendo um supermercado, que dá um incrível nó na garganta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;temos aqui uma jóia tanto em visual como em conteúdo. james cameron podia ter se divorciado alguns anos depois e aprendido que cinema precisa dos dois lados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-6123089557485451846?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/6123089557485451846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/02/hurt-locker.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6123089557485451846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6123089557485451846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/02/hurt-locker.html' title='the hurt locker'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S3IsJ4GPaVI/AAAAAAAAAGY/IUhWlPld65E/s72-c/hurtlocker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-7229184768577659743</id><published>2010-01-22T13:55:00.001-08:00</published><updated>2010-01-22T14:08:18.554-08:00</updated><title type='text'>cédula alfred 2009</title><content type='html'>abrindo aqui meus votos pra edição 2009 do alfred, prêmio concedido atualmente pela liga dos blogues cinematográficos:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;     FILME   DO ANO&lt;br /&gt;Deixa Ela Entrar&lt;br /&gt;Amantes&lt;br /&gt;Gran Torino&lt;br /&gt;3 Macacos&lt;br /&gt;Aquele Querido Mês de Agosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         DIREÇÃO&lt;br /&gt;James Gray, por Amantes&lt;br /&gt;Quentin Tarantino, por Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Clint Eastwood, por Gran Torino&lt;br /&gt;Tomas Alfredsson, por Deixa Ela Entrar&lt;br /&gt;Nuri Bilge Ceylan, por 3 Macacos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ATOR&lt;br /&gt;Mickey Rourke, por O Lutador&lt;br /&gt;Joaquim Phoenix, por Amantes&lt;br /&gt;Phillip Seymour Hoffman, por Dúvida&lt;br /&gt;Yavuz Bingol, por 3 Macacos&lt;br /&gt;François Bégaudeau, por Entre os Muros da Escola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATRIZ&lt;br /&gt;Meryl Streep, por Dúvida&lt;br /&gt;Kate Winslet, por O Leitor&lt;br /&gt;Lina Leandersson, por Deixa Ela Entrar&lt;br /&gt;Angelina Jolie, por A Troca&lt;br /&gt;Kate Winslet, por Foi Apenas um Sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ATOR   COADJUVANTE&lt;br /&gt;Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Zach Galifianakis, por Se Beber, não Case&lt;br /&gt;Michel Blanc, por As Testemunhas&lt;br /&gt;Bee Vang, por Gran Torino&lt;br /&gt;Eric Cantona, por À Procura de Eric&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ATRIZ   COADJUVANTE&lt;br /&gt;Gwynet Paltrow, por Amantes&lt;br /&gt;Marisa Tomei, por O Lutador&lt;br /&gt;Penelope Cruz, por Abraços Partidos&lt;br /&gt;Emmanuelle Béart, por As Testemunhas&lt;br /&gt;Vinessa Shaw, por Amantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ELENCO&lt;br /&gt;Dúvida&lt;br /&gt;Ervas Daninhas&lt;br /&gt;As Testemunhas&lt;br /&gt;Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Horas de Verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  CENA DO   ANO&lt;br /&gt;Hans Landa interroga o francês, em Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Definições no dicionário, em Polícia, Adjetivo&lt;br /&gt;Incêndio do cinema, em Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Randy volta a lutar, em O Lutador&lt;br /&gt;Kowalski se entrega, em Gran Torino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ROTEIRO   ORIGINAL&lt;br /&gt;Polícia, Adjetivo&lt;br /&gt;3 Macacos&lt;br /&gt;Aquele Querido Mês de Agosto&lt;br /&gt;Valsa com Bashir&lt;br /&gt;Se Beber, não Case&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  ROTEIRO   ADAPTADO&lt;br /&gt;Deixa Ela Entrar&lt;br /&gt;Entre os Muros da Escola&lt;br /&gt;Watchmen - O Filme&lt;br /&gt;Dúvida&lt;br /&gt;A Erva do Rato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  FOTOGRAFIA&lt;br /&gt;3 Macacos&lt;br /&gt;Amantes&lt;br /&gt;Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Che - A Guerrilha&lt;br /&gt;Deixa Ela Entrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  MONTAGEM&lt;br /&gt;Gran Torino&lt;br /&gt;O Lutador&lt;br /&gt;Entre os Muros da Escola&lt;br /&gt;Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Deixa Ela Entrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  DIREÇÃO   DE ARTE&lt;br /&gt;Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Avatar&lt;br /&gt;A Troca&lt;br /&gt;O Curioso Caso de Benjamin   Button&lt;br /&gt;Austrália&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  EFEITOS   VISUAIS&lt;br /&gt;Avatar&lt;br /&gt;Watchmen - O Filme&lt;br /&gt;Arrasta-me para o Inferno&lt;br /&gt;Bastardos Inglórios&lt;br /&gt;Distrito 9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  PIOR   FILME&lt;br /&gt;Anticristo&lt;br /&gt;The Spirit&lt;br /&gt;Quanto Dura o Amor?&lt;br /&gt;O Leitor&lt;br /&gt;Quem quer ser um Milionário?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-7229184768577659743?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/7229184768577659743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/01/cedula-alfred-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7229184768577659743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7229184768577659743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/01/cedula-alfred-2009.html' title='cédula alfred 2009'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-4648152754973845442</id><published>2010-01-07T17:08:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T17:42:09.329-08:00</updated><title type='text'>top 10 - anos 00</title><content type='html'>depois do top 10 de 2009, chegamos a um ainda mais importante: o top 10 dos anos 00. ao contrário de alguns amigos consideravelmente malucos, não vou fazer um top 100, levaria dias pensando nisso. entre 10 é mais fácil, e certeza que ainda vou esquecer de algo.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;menções honrosas: &lt;/b&gt;&lt;i&gt;As Cinco Obstruções, &lt;/i&gt;de Lars von Trier, &lt;i&gt;Cidade de Deus, &lt;/i&gt;de Fernando Meirelles, &lt;i&gt;Senhores do Crime, &lt;/i&gt;de David Cronenberg, &lt;i&gt;Kill Bill vol 1 e 2&lt;/i&gt;, de Quentin Tarantino,&lt;i&gt;Elefante, &lt;/i&gt;de Gus van Sant, &lt;i&gt;Antes do pôr-do-sol, &lt;/i&gt;de Richard Linklater, &lt;i&gt;Wall-E, &lt;/i&gt;de Andrew Stanton, &lt;i&gt;O Novo Mundo, &lt;/i&gt;de Terrence Malick, &lt;i&gt;O Labirinto do Fauno, &lt;/i&gt;de Guillermo del Toro,&lt;i&gt;Síndromes e um Século, &lt;/i&gt;de Apichatpong Weeresetakul, &lt;i&gt;O Quarto do Filho, &lt;/i&gt;de Nanni Moretti,&lt;i&gt;Femme Fatale, &lt;/i&gt;de Brian de Palma, &lt;i&gt;O Sabor da Melancia, &lt;/i&gt;de Tsai ming-liang, &lt;i&gt;Oldboy, &lt;/i&gt;de Chan-wook Park, &lt;i&gt;Mother, &lt;/i&gt;de Boon-jo Hong,&lt;i&gt;Prova de Amor, &lt;/i&gt;de David Gordon Green, &lt;i&gt;O Filho Perdido de Havana, &lt;/i&gt;de Jonathan Hock, &lt;i&gt;Amantes, &lt;/i&gt;de James Gray e &lt;i&gt;Sangue Negro, &lt;/i&gt;de Paul Thomas Anderson.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;prêmio especial: &lt;/b&gt;pra todo o conjunto da obra de clint eastwood, com &lt;i&gt;sobre meninos e lobos, menina de ouro, cartas de iwo jima &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;gran torino, &lt;/i&gt;todos filmes que não entraram na lista por muito pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;a lista:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aIC5rYvMI/AAAAAAAAAFE/kaYBitrrHIM/s320/a-history-of-violence.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424172384638254274" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Marcas da Violência &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;(A History of Violence)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;David Cronenberg&lt;br /&gt;EUA, 2005.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aIuT97XVI/AAAAAAAAAFM/haviZ4PbC90/s320/25th+Hour2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424173130429717842" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 220px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;A Última Noite &lt;/i&gt;(25th Hour)&lt;br /&gt;Spike Lee&lt;br /&gt;EUA, 2002&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aJbRh6LwI/AAAAAAAAAFU/tsR_4KXDNzo/s320/cache2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424173902869442306" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Caché&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;Michael Haneke&lt;br /&gt;França, 2005&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aJ6kCGLZI/AAAAAAAAAFc/7T5YSs3JQuY/s320/irrerversible.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424174440412229010" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 210px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Irreversível &lt;/i&gt;(Irreversible)&lt;br /&gt;Gaspar Noe&lt;br /&gt;França, 2002&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aKQaRodWI/AAAAAAAAAFk/RhmyCLfVE8A/s320/lost-in-translation-3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424174815750157666" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Encontros e Desencontros &lt;/i&gt;(Lost in Translation)&lt;br /&gt;Sofia Coppola&lt;br /&gt;EUA, 2003&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aKrNijEnI/AAAAAAAAAFs/SUJzD8rQM7k/s320/santiago.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424175276187914866" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 200px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Santiago&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;João Moreira Salles&lt;br /&gt;Brasil, 2007&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aLCu4mXfI/AAAAAAAAAF0/8ob6ZnKQziQ/s320/lettherightoneinpic.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424175680275766770" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Deixa Ela Entrar &lt;/i&gt;(Lat den ratte komma in)&lt;br /&gt;Tomas Alfredsson&lt;br /&gt;Suécia, 2008&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aLjybn6OI/AAAAAAAAAF8/5UIcPTQW-04/s320/blissfully-yours.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424176248163657954" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 242px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Eternamente Sua (&lt;/i&gt;Sud sanaeha)&lt;br /&gt;Apichatpong Weeresetakul&lt;br /&gt;Tailândia, 2002&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aMBpc8KWI/AAAAAAAAAGE/oL1UFrtAk88/s320/brownbunny.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424176761149335906" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 194px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;The Brown Bunny&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;Vincent Gallo&lt;br /&gt;EUA, 2002&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aMnljWHBI/AAAAAAAAAGM/wdwJAulgATE/s320/mulh.gif" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424177412937489426" /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Cidade dos Sonhos &lt;/i&gt;(Mulholland Drive)&lt;br /&gt;David Lynch&lt;br /&gt;EUA, 2001.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;podem haver alterações com o passar do tempo. se você não gostou, recomendo a lista da cahiers du cinema (&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', sans-serif; font-size: 14px; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 16px; "&gt;&lt;a href="http://bit.ly/4EDfHm" class="tweet-url web" rel="nofollow" target="_blank" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-decoration: underline; color: rgb(34, 118, 187); "&gt;http://bit.ly/4EDfHm&lt;/a&gt;). &lt;/span&gt;mas, em como toda lista que se preze, mulholland drive é o número 1.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-4648152754973845442?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/4648152754973845442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/01/top-10-anos-00.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/4648152754973845442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/4648152754973845442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2010/01/top-10-anos-00.html' title='top 10 - anos 00'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/S0aIC5rYvMI/AAAAAAAAAFE/kaYBitrrHIM/s72-c/a-history-of-violence.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-5992112560661458988</id><published>2009-12-30T18:02:00.001-08:00</published><updated>2009-12-30T18:10:24.830-08:00</updated><title type='text'>avatar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzwGOcv_eDI/AAAAAAAAAE8/GaWValNiMPI/s1600-h/avatar.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 155px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzwGOcv_eDI/AAAAAAAAAE8/GaWValNiMPI/s320/avatar.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421214896752654386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;engraçado como pra se "revolucionar" esteticamente o cinema é necessário roteiros ruins e um grande vazio. não quero nem sequer discutir toda a parte visual desse novo filme de james cameron, é uma coisa que está propagada por todos os lados como "impressionante", "surpreendente", "épico" e qualquer outro adjetivo do tipo. pode ser uma revolução. pode não ser. você escolhe o que pensa sobre isso e o tempo dirá quem está certo. o problema é outro. o problema é que cinema é um conjunto de infinitas coisas, imagem e som duas das principais, mas que não se sustentam sozinhas. se não, ninguém se preocuparia em contar estórias, em revolucionar a narrativa, em sempre trazer a consistência pras palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e nesse outro sentido, o palpável, o de fora do intenso mundo da imaginação, avatar é inacreditavelmente ruim. é quase fato que é um filme que, sem todo o extenso aparato visual, estaria concorrendo nos framboesas de ouro da vida. o velho conto da pocahontas, só que em outro planeta. lotado de clichês e de situações constrangedoras. com superação metida ali no meio. com uma previsibilidade vergonhosa - por favor, ninguém me diga que, no momento que o dragão vermelho indomável apareceu, não sabia que ele seria domado pelo protagonista. isso nem sequer é spoiler, tamanha a obviedade da constatação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e assim nós continuamos, separando o cinema em blocos. existe o entretenimento e existe a arte. não sei se é impossível que eles se cruzem, mas a cada novo "avatar", eu duvido mais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-5992112560661458988?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/5992112560661458988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/12/avatar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/5992112560661458988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/5992112560661458988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/12/avatar.html' title='avatar'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzwGOcv_eDI/AAAAAAAAAE8/GaWValNiMPI/s72-c/avatar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-3092166591412499825</id><published>2009-12-25T13:52:00.000-08:00</published><updated>2009-12-25T14:50:46.105-08:00</updated><title type='text'>10 filmes para um ano, versão 2009</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;e vamos a mais um aguardado (not) top 10: filmes lançados no brasil em 2009, por carlos massari:&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU4W-d647I/AAAAAAAAAD8/1xsZlZZBVAI/s1600-h/img_inglorious_basterds_1405_12.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;10. A Troca, de Clint Eastwood&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU0pPITBZI/AAAAAAAAADc/DyH22B71AaU/s320/the-changeling-movie-02.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419295609650873746" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ícone dos filmes de macho que cada vez mais se torna um camaleão do cinema com a idade é o responsável por esse melodrama de sobriedade rara. Com domínio do gênero, faz um filme que consegue ser muito emocional sem se tornar irritante. Coisa rara.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9. Arrasta-me para o Inferno, de Sam Raimi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU3HTBMtcI/AAAAAAAAAD0/bMeSXI9wnCE/s320/drag_me_to_hell.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419298325114172866" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do trash para os grandes sucessos de Hollywood e, então, de volta ao trash. Sam Raimi mostra que os Homem-Aranhas da vida não corroeram sua capacidade de dar vida ao seu gênero preferido. Drag me to Hell assusta quando quer e faz rir quando quer. É cinema eficiente e divertido e, sobretudo, realizado por quem sabe o que está fazendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU4W-d647I/AAAAAAAAAD8/1xsZlZZBVAI/s320/img_inglorious_basterds_1405_12.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419299693987029938" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px; " /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cinema é a exploração dos limites da imagem e do som. Essa, melhor dizendo, é a arte cinematográfica. E por isso Quentin Tarantino é um dos grandes nela. Temos aqui mais um exemplar puro de cinema, de planos lindamente construídos, quadros, ângulos, movimentos. Imagem e som, simples assim. Tudo com a já registrada embalagem pop do cineasta, com os diálogos e as artimanhas muito bem conhecidas. Ficam os destaques pra toda a sequência de abertura e pra toda a sequência do cinema. Só não é uma completa obra-prima por diversas inconsistências, sobretudo com os personagens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. Polícia, Adjetivo, de Corneliu Porumboiu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU5yvxhdwI/AAAAAAAAAEE/fFzt-GLzyYM/s320/politist-adjectiv.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419301270590682882" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 254px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A palavra e a moral. A discussão. Personagens que tentam encontrar suas verdades para confrontá-las com as verdades dos outros. Os planos longos e trabalhados de Porumboiu retratando a reconstrução de uma sociedade após o fim do regime ditatorial. Toda a cena com o dicionário é memorável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. O Lutador, de Darren Aronofsky&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU7smqUX4I/AAAAAAAAAEM/zTEBS9PJyRs/s320/d_aronoksfy_-_the_wrestler_low_3-440x292.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419303364088586114" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O antes imaturo Aronofsky, que fazia mil cortes por segundo e filmes de moralismo ímpar com amplo julgamento de personagens, parece estar morto. O Lutador, com atuação épica de Mickey Rourke, é um filme feito com o coração. Seus personagens são figuras errantes e perdidas, mas nenhuma delas é julgada. A câmera não interfere, só acompanha. E o resultado é uma obra poderosa, um verdadeiro requiém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU8xWTcOvI/AAAAAAAAAEU/A6xDtzwuKAg/s320/aquele_querido_mes_de_agosto_2008_g.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419304545108638450" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 219px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Explorar fronteiras entre documentário e ficção" é o grande clichê do cinema contemporâneo. É um dos méritos dessa jóia portuguesa, sem dúvida, mas o ponto principal é a beleza das cenas, das figuras retratadas, a paixão do cineasta por tudo o que é filmado e o cuidado nesse retrato das férias de verão na terra de Cabral. A música, as personagens fascinantes e o humor também são peças fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Três Macacos, de Nuri Bilge Ceylan:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU9tc7607I/AAAAAAAAAEc/aLLnTDnt_68/s320/threemonkeys.bmp" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419305577681179570" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um filme sobre moral, sobre aparências, sobre famílias e vidas sem sentido de existência. Um filme com fotografia, enquadramentos e, sobretudo, ritmo impressionantes. Cada diálogo é encoberto pelo peso dos silêncios. A vida é encoberta pelo peso do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Gran Torino, de Clint Eastwood:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU-jcftqpI/AAAAAAAAAEk/_FotxmnvlgM/s320/large_Clint_Eastwood_Gran_Torino.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419306505275812498" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Clint Eastwood aqui é o Clint Eastwood que nos acostumamos a ver por décadas. Veterano de guerra, patriota, assiste beisebol enquanto bebe cerveja. Vive solitário. Seu maior bem é um carro antigo. Duro, ranzinza, ele aos poucos se liberta. O cineasta disse que este filme era a morte da figura principal que havia construído com os anos. De fato, é. Mas este é um belíssimo ponto final.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. Amantes, de James Gray:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU_drOCruI/AAAAAAAAAEs/yR7KJ4Puh2k/s320/twolovers.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419307505660636898" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 189px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A definição de cinema feita no Bastardos Inglórios também se aplica aqui: Por trás dos personagens tristes, perdidos na cinzenta Nova York, está um cuidado ímpar com a imagem, com os reflexos, com as janelas, com os olhares. Uma estória linda com personagens fantásticos contada por uma das câmeras mais conscientes dos últimos anos. Uma obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Deixa Ela Entrar, de Tomas Alfredsson:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzVAGx1yASI/AAAAAAAAAE0/P9pBKHGG3v4/s320/lettherightoneinpic.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 222px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419308211812565282" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este é um romance entre um humano e uma vampira. Eles são adolescentes. Mas aqui, a intenção é fazer arte. Aqui, o público não são pré-adolescentes toscas, mas adultos que batem a cara contra o muro diariamente. Sangue, sexo, dor, sofrimento, tensão. Tudo aqui é real. Tudo tem seu papel dentro do filme, filme conduzido lindamente por Alfredsson em ritmo e em consistência. É da proximidade desse romance improvável que surge o grande filme do ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em breve, dez filmes para uma década. Fiquem atentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-3092166591412499825?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/3092166591412499825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/12/10-filmes-para-um-ano-versao-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3092166591412499825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3092166591412499825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/12/10-filmes-para-um-ano-versao-2009.html' title='10 filmes para um ano, versão 2009'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SzU0pPITBZI/AAAAAAAAADc/DyH22B71AaU/s72-c/the-changeling-movie-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-7056140672146300561</id><published>2009-12-10T16:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T16:47:19.054-08:00</updated><title type='text'>atividade paranormal</title><content type='html'>oren peli, 07, 1.5/4&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu fico relativamente assustado com o fascínio que esses filmes &lt;i&gt;alguém viu uma assombração, gravou e agora tá aqui, passando no cinema! &lt;/i&gt;exercem na população. se eu me gravasse escovando os dentes por três horas e, no final, fizesse de conta que tinha uma sombra passando atrás de mim, já seria suficiente pra arrecadar uns 100 milhões de dólares. pessoas gostam de sentir medo, e o rótulo fake do "é tudo verdade" causa mais medo ainda, mesmo com todo mundo sabendo que é só um rótulo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ano passado tivemos um exemplo sensacional, o espanhol [rec], de filmaço utilizando-se dessa premissa. assustador do começo ao fim, lindamente dirigido, fez até eu, um ateu convicto, dormir algumas noites de luz acesa (ok, not, mas entendam a hipérbole). &lt;i&gt;atividade paranormal &lt;/i&gt;busca seguir o mesmo caminho, mas falha redondamente. apesar de, por algum tempo, ser todo ajeitado, investindo na construção do medo, nas batidas que acontecem de vez em quando, na convivência com o sobrenatural. existem, porém, dois problemas muito sérios:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a) os personagens são muito, mas MUITO idiotas, quase tanto quanto os clássicos adolescentes retalhados de sexta-feira 13 e afins. o &lt;i&gt;namorado &lt;/i&gt;fica totalmente obcecado para estudar e provocar, hum, um demônio que persegue sua namorada e já matou alguém antes e claramente tem algo contra ele. sensacional. pior que isso, só o médium, dr. alguma coisa, que se fosse eu no lugar do casal protagonista, certamente teria levado uma surra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;b) o final quebra completamente toda uma estrutura que havia sido construída, aquela estrutura citada ali em cima do ritmo, dos barulhos formando o medo, da leveza dos sustos que não precisam apelar pro som alto e pras imagens teoricamente chocantes. não vou exatamente citar o porque disso, mas não é difícil de compreender. é como a negação de um trabalho feito até então minuciosamente - e que renderia um filme bem mais interessante se mantido por mais tempo, em uma obra maior, mais concisa - para se submeter a um gancho de continuação e a um susto mais conhecido do grande público. coisa triste.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;eu admiro muitas coisas aqui, mas o resultado final é trágico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-7056140672146300561?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/7056140672146300561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/12/atividade-paranormal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7056140672146300561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/7056140672146300561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/12/atividade-paranormal.html' title='atividade paranormal'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-6039483044979974764</id><published>2009-11-05T18:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-05T19:31:07.730-08:00</updated><title type='text'>mostra - dias 12, 13 e 14</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SvOOYKayEzI/AAAAAAAAADU/HEyV6GJfO-s/s1600-h/thirst.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SvOOYKayEzI/AAAAAAAAADU/HEyV6GJfO-s/s320/thirst.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400816923912049458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Amor Segundo B. Schianberg, de Beto Brant: Pra começar, a idéia de se fazer o filme com câmeras de vigilância, independente do propósito que teve, foi horrível - a qualidade da imagem e do som são simplesmente péssimos. dito isso, tambem nao se pode ignorar que a estrutura de diálogos entre um casal, sem uma trama previamente estabelecida, é de leve interessante, mas aqui simplesmente nao causa nenhuma reaçao no publico, seja pela inexpressividade dos atores, seja pela falta de uma linha nesse diálogo - que tem algumas passagens sensacionais. seria uma ótima série de tv, mas é um filme apenas fraco. 1.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Soul Kitchen, de Fatih Akin: primeira incursão do sempre engajado politicamente fatih akin na comédia, deixando de lado todas as questões 'importantissimas' que sempre trata, sobretudo a imigração de turcos pra alemanha. o que se vê facilmente é que akin é um cineasta de muito talento, muito controle de cena, e quando se mantem longe de assuntos chatos, faz belos filmes. essa aqui é uma comédia com personagens fortes, boas atuações e toda a excepcional direção do turco-alemão. sem duvida, vale a pena. 3/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cabeça a Prêmio, de Marco Ricca: taí um filme-nada. incapaz de gerar qualquer irritação ou qualquer animação com ele, é correto o tempo todo, tem bons atores espalhados pelo elenco, mas simplesmente não decola. é uma burocracia tremenda, amarrando o roteiro, criando conflitos, sub-tramas, o que for, todos pedindo por alguém que pudesse destrinchar tudo e fazer um filme melhor. não tinha. apesar de ser correto, não dá pra chamar de nome nenhum. só de filme-nada. 1.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sede de Sangue, de Chan-wook Park: cada vez mais próximo de um cinema sem limites, um mundo próprio de fantasia, com narrativas diferenciadas e concepções próprias, o coreano chan-wook park traz aqui esse conto sobre um padre que vira vampiro e passa a lutar contra sua condição e, em seguida, perder sua fé e entrar num novo estágio de humanidade. visualmente arrebatador, com todo o cuidado que já conhecemos do autor - e park é provavelmente um dos seres que mais podemos chamar de autor no cinema atual - diálogos muito bons, a estrutura livre e anárquica do cada vez mais fora de padrões cineastas, esse é um exemplo de grande cinema, de filme que tem vida própria e deve marcar época. meu único problema é com o final "poético", mas isso se deve sobretudo ao meu ódio de personagens idiotas. 4/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfermaria Número 6, de Karen Shaknzaranov: tem centenas de filmes por aí que buscam o limite entre documentário-ficção propositadamente e a exploram de forma brilhante (ou não...). esse russo dá a clara impressão de não saber se quer se assumir como ficção ou ser um mockumentary. as entrevistas com os internos logo dão lugar a tramas claramente ficcionais filmadas dentro do hospício, e apesar de algumas figuras bem interessantes ali dentro, nunca conseguimos nos envolver com a completa má-resolução estilística da sra. diretora. uma pena, sem duvidas. 2/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maradona, de Emir Kusturica: Se Tyson é um documentário sem diretor (nas palavras de um amigo, 'o diretor ligou a camera, deixou tyson falando e foi no mercado'), Maradona é um filme com um diretor que quer aparecer demais e passa dos limites da auto-indulgencia. Ele está ali, na frente da camera o tempo todo, comparando gols do jogador de futebol com seus filmes, comparando fases da vida do astro com seus filmes, comparando a cor da roupa de maradona com seus filmes. porém, é uma obra muito vibrante, que tem o tempo todo a cara de kusturica, um cineasta que sempre buscou esse exagero na sua carreira. a vibração toda é a cara de um autor com estilo muito claro. e eu prefiro esse aqui a tyson, antes um filme com um diretor que quer aparecer demais que um sem diretor. 2.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todos os Outros, de Maren Ade: Casal numa viagem de férias tem problemas em sua relação. Eu tinha esse roteiro. Fiquei puto com essa sinopse. Mas, felizmente, todos os outros tem pouco a ver com o meu roteiro. É um filme mais centrado em pequenos detalhes, e o relacionamento não se deteriora de uma forma tão clara, radical, como aconteceria no meu projeto. É, sem dúvida, um estudo minucioso de personagens, de personalidades, de controle de situações. Fica com uma sensação de faltar mais ambição, mas funciona bem dentro do seu estilo naturalista. 2.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Selvagens, de Lawrence Gough: Terror britânico absolutamente sem razão de existir, onde tudo consegue ser errado e mal-feito. O monstro quase não aparece, os personagens não tem desenvolvimento nenhum, a figura da polícia-assassina é um enfeite colocado só pro roteiro ter onde chegar. Um ou outro susto garantido pelo velho truque do som alto e ponto final. 0.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você não Vai Sentir Minha Falta, de Ry-Russo Young: Este aqui sim é um filme absolutamente naturalista, no qual a câmera praticamente segue sua personagem principal sem que haja uma estória sendo contada sobre ela ou nada do tipo - não há conflito, não há relação, não há trama - simplesmente uma garota com alma extremamente livre, recém-saída de uma clínica psiquiátrica, anda pela cidade, conversa com pessoas, trepa, usa drogas, fuma em lugares proibidos, briga, entre infinitas outras coisas. tem algumas cenas sensacionais, mas acaba cansando pela inexistencia de um motor pro filme ali pelos 50 minutos, e daí em diante fica completamente arrastado. vale reclamar da projeçao horrivel retalhando o filme no reserva cultural. 2.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pequenos Crimes, de Christos Georgiu. Em uma mostra na qual vimos filmes do Sri Lanka, Filipinas, Azerbaijão, Palestina, entre outros, nada como terminar com um do Chipre. Infelizmente, é mais um exemplo de filme-nada, comédia boba passada em uma pequena ilha com alguns personagens simpáticos e só. Sem motivos para ser visto. 1.5/4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-6039483044979974764?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/6039483044979974764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/11/mostra-dias-12-13-e-14.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6039483044979974764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6039483044979974764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/11/mostra-dias-12-13-e-14.html' title='mostra - dias 12, 13 e 14'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SvOOYKayEzI/AAAAAAAAADU/HEyV6GJfO-s/s72-c/thirst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-953228464470557201</id><published>2009-11-02T16:43:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T16:56:18.006-08:00</updated><title type='text'>mostra - dia 11</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Su988NMHA_I/AAAAAAAAADM/U-aixiKi1Ug/s1600-h/viajoporquepreciso.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 158px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Su988NMHA_I/AAAAAAAAADM/U-aixiKi1Ug/s320/viajoporquepreciso.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399671852014961650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho: absolutamente nada explica a badalação a esse filme, vencedor do festival do Rio e tudo o mais, a não ser um culto desnecessário ao jovem diretor que ficou famoso na internet com o vídeo "tapa na pantera". é o tempo todo um exercício de pseudo-lirismo, que irrita na câmera estranha, no uso exaustivo de demonstrações virtuais (posts em blogspot, msn, flickr, o que diabos você imaginar), como se fosse necessário tudo isso pra caracterizar o personagem como um poeta, artista, ser cult ou sabe-se lá o que. a conjunção dessa busca por uma diferenciação, do protagonista que supostamente é deslocado da sociedade, feita com câmera + diálogos, cai numa repetição que é um buraco negro de onde o filme absolutamente não se levanta mais. e fica a expressão clara de decepção. 1.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo, de Karim Ainouz e Marcelo Galvão: Filme que já traz algo incomum na linguagem, ao deixar o protagonista apenas com a voz off e fazer todos os 80 minutos em câmera subjetiva, sem que ele apareça em momento nenhum, apenas narre e uma ou outra vez converse, esta nova incursão de dois velhos conhecidos do cinema no sertão é uma poesia do início ao fim, um requiém para um amor, trazendo sentimentos e pensamentos que certamente já passaram pela cabeça de todos nós. a saudade, a desilusão, a necessidade de ter outros corpos, a lenta superação de tudo - estágios amplamente representados de forma lírica pelos diretores aqui. e a trilha sonora tem o clássico trash morango do nordeste! é uma obra-prima, e não se tem muito mais o que dizer. só vejam o filme. de preferência, com o coração apertado. 4/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Papai foi Caçar Ptármiga, de Robert Morin: Outro filme levemente diferenciado na linguagem, já que se apresenta como um vídeo gravado por um pai para suas duas filhas, ele que está fugindo da polícia canadense e quer enviar o vídeo para as meninas entenderem a situação. É divertido, e explora muito bem essa originalidade e novidade no modo de contar a estória, apesar de ter algumas incoerências sérias (cenas de diversos angulos sendo que é um cidadão com uma câmera gravando o dia-a-dia dele, tipo, COMO ASSIM?). mas de um modo geral, vale bastante a vista, é engraçado quando precisa e assustador quando quer, bela surpresa. 2.5/4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-953228464470557201?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/953228464470557201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/11/mostra-dia-11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/953228464470557201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/953228464470557201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/11/mostra-dia-11.html' title='mostra - dia 11'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Su988NMHA_I/AAAAAAAAADM/U-aixiKi1Ug/s72-c/viajoporquepreciso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-4384002507665393594</id><published>2009-11-01T07:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T08:08:01.341-08:00</updated><title type='text'>mostra - dia 9</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Su2uvQeBQSI/AAAAAAAAADE/4uSnpN-MgQA/s1600-h/fitabranca.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Su2uvQeBQSI/AAAAAAAAADE/4uSnpN-MgQA/s320/fitabranca.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399163655185056034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Traga-me Alecrim, de Josh e Benny Safdie: Taí um filme que parece não ter absolutamente nada de especial, mas se sustenta no carisma de seu protagonista e no bom desenvolvimento do roteiro. É a história de um pai que passa apenas duas semanas por ano com seus filhos, e durante esse período, apronta altas confusões com eles. Alma absoluta indie, com o personagem irresponsável que arruma viagens de última hora, dá remédios potentes pros filhos dormirem, enfim, faz tudo errado até não poder mais, mas sem dúvida é uma boa pessoa e faz o público ficar a seu lado. Dá pra ver uma pontinha - só uma pontinha, muito pequena - de cassavetes aqui, até mesmo esteticamente. 2.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dente Canino, de Giorgos Lanthimos: Esquisito, bizarro, sem noção. Qualquer palavra dessa classe define perfeitamente esse filme grego premiado na Un Certain Regard. O mundo paralelo de uma família isolada do mundo, com regras e definições próprias, salta aos olhos: sexo oral como moeda, gato um animal mortal, zumbis pequenas flores do jardim, competições pelos prêmios estranhos da família. Nós achamos tudo isso estranho porque nossas regras de convivência são definidas previamente, muito tempo atrás. Não se pode dizer, porém, que as nossas são certas e as deles são erradas. Moral é relativa, ponto. Só não sei se a intenção do diretor Lanthimos era essa ou se era só chocar e fazer gracinha. Por isso, não sei também o que achei do filme. Na primeira situação, 3/4, na segunda, 0.5/4.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Fita Branca, de Michael Haneke: Filme mais aguardado da mostra, Palma de Ouro em Cannes, sofre cronicamente de um problema sério: Falta de personalidade. Simplesmente não se enxerga Michael Haneke - diretor, lembremos, de Violência Gratuita e todo seu sadismo, de Caché e a navalhada do pescoço - por aqui. É sem dúvidas um filme de classe, enquadramentos perfeito, estetica firmemente constrúida sobre a linda fotografia em preto-e-branco, tudo absolutamente no lugar. A reflexão sobre o nascimento do fascismo é inteligente, também, e o todo do filme sem dúvida funciona muito bem. Só que porra, Haneke, você não é Bergman. O filme é todo por demais bergmaninano, por demais buscando a força das palavras, das situações como a sua força principal - as discussões médico/parteira GRITAM "cenas de um casamento!, cenas de um casamento!". e é essa falta de personalidade, falta de ser si mesmo de michael haneke, que evita que tenhamos uma real obra-prima aqui. 3/4.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-4384002507665393594?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/4384002507665393594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/11/mostra-dia-9.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/4384002507665393594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/4384002507665393594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/11/mostra-dia-9.html' title='mostra - dia 9'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Su2uvQeBQSI/AAAAAAAAADE/4uSnpN-MgQA/s72-c/fitabranca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-4002231025653215458</id><published>2009-10-30T19:06:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T19:13:50.413-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 8</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Suub3Q0E8II/AAAAAAAAAC8/oWJg4aqXqRc/s1600-h/vincere.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Suub3Q0E8II/AAAAAAAAAC8/oWJg4aqXqRc/s320/vincere.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398579952042176642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tyson, de James Toback: Documentário sobre a lenda do boxe e, mais que isso, a pessoa e a fera que se escondiam por trás delas. Infelizmente, é um filme praticamente sem nenhuma ambição, que usa a palavra 'documentário' no seu sentido mais puro. É praticamente uma entrevista de uma hora e meia com Tyson, com ele contando sua vida, sem esconder nenhum problema pessoal, erro ou momento turbulento, enquanto imagens de arquivo passam ao fundo, mostrando lutas, escândalos e o que mais existir. Poderia facilmente ser um Globo Reporter, sem maiores méritos cinematográficos ou defeitos. Nulo. Vale pela figura do boxeador. 2/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vencer, de Marco Bellochio: Aí sim temos um grande filme, melodrama no sentido mais puro, com Bellochio, grande cineasta italiano e muito familiar ao gênero, tomando controle da obra a partir do propósito de contar a história de Ida Dalser, amante secreta do duce Mussolini. Os elementos que movem o filme são muito bem construídos, e mais que isso, a direção de Bellochio é espetacular. Com cada elemento de cena sendo minimamente explorado e dominado, é um dos melhores filmes da mostra até agora. 3.5/4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-4002231025653215458?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/4002231025653215458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/4002231025653215458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/4002231025653215458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-8.html' title='mostra - dia 8'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Suub3Q0E8II/AAAAAAAAAC8/oWJg4aqXqRc/s72-c/vincere.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-6738742249190312858</id><published>2009-10-29T21:18:00.001-07:00</published><updated>2009-10-29T21:30:52.950-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 7</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuppNiMlytI/AAAAAAAAAC0/9ejL6TVzcPA/s1600-h/policiadjetivo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 182px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuppNiMlytI/AAAAAAAAAC0/9ejL6TVzcPA/s320/policiadjetivo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398242784595790546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Backyard, de Carlos Carrera: esse é o tipo de filme para o qual existem dois tipos de pessoas - as muito boas e as muito ruins. essa distinção não é simplesmente perigosa, é absolutamente trágica para qualquer obra dramática que se preze. fica difícil acreditar na consistência de qualquer personagem, nas ações, até mesmo na sinceridade do diretor. a intenção de backyard, inicialmente um policial típico com estrutura absolutamente hollywoodiana, é ser um filme denúncia contra os assassinatos de mulheres em crimes sexuais, principalmente na cidade juarez, méxico, onde a trama se passa. queira ou não, acaba sendo eficiente nesse proposta, deixando um certo nó na garganta. mas o preço foi consideravelmente alto. 1.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mau Dia Para Pescar, de Alvaro Brechner: fazendo a velha brincadeira do contraste entre dois filmes, o que em backyard era o principal problema, aqui é a principal virtude: a construção dos personagens. mau dia para pescar é um filme relativamente leve sobre uma dupla formada por um cidadão que se intitula "príncipe", empresário, e o "campeão mundial" de luta-livre, homem imbatível, que viajam por cidadezinhas sul-americanas oferecendo espetáculos. centrado nesses dois personagens, o filme consegue conferir humanidade e dignidade suficiente aos dois, ambos complexos e com múltiplas faces. conforme acontece o desenvolvimento, temos uma aproximação de "o lutador", grande filme recente de darren aronofsky, mas sempre num tom mais alegre e, sobretudo, mais leve. ainda é bastante sóbrio estéticamente. grata surpresa. 2.5/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Polícia, Adjetivo, de Corneliu Porumboiu: Taí o novo excepcional produto do cinema romeno. Vindo de Porumboiu, que já tinha feito "A Leste de Bucareste" - que é pelo menos um dos meus 3 filmes favoritos dos produzidos por essa geração sensacional - temos aqui ainda uma evolução do anterior, seguindo a mesma linha, de um filme lento e reflexivo, que se apoia em planos longuíssimos e diálogos tão longos quanto, discutindo aqui a justiça, a consciência e a moral, entre outros temas que vão aparecendo após um policial se recusar a prender um adolescente que fumava maconha por achar esse um motivo banal para se destruir a vida de alguém. A estrutura é a mesma do filme anterior de Porumboiu, mas claramente amadurecida, mais preparada para sustentar um desenvolvimento dentro das características já apresentadas. E mesmo com toda a duração dos planos, diálogos e o que for, o tempo passa voando durante a projeção. 3.5/4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-6738742249190312858?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/6738742249190312858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6738742249190312858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6738742249190312858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-7.html' title='mostra - dia 7'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuppNiMlytI/AAAAAAAAAC0/9ejL6TVzcPA/s72-c/policiadjetivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-3184175739391312003</id><published>2009-10-28T21:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T21:20:10.556-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 6</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SukUAFBKxbI/AAAAAAAAACs/ztrvQRmY_XA/s1600-h/timethatremains.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SukUAFBKxbI/AAAAAAAAACs/ztrvQRmY_XA/s320/timethatremains.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397867619959883186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corações em Conflito, de Lukas Moodysson: Uma grande fonte de bombas para o cinema nos últimos anos tem sido os filmes com histórias múltiplas se desenrolando, levando a uma tragédia inevitável e discutindo temas "importantíssimos" para a humanidade. Os dois maiores e mais fétidos exemplos são "Crash" e "Babel". Nessas obras, os cineastas manipulam os pobres personagens, que aliás, não são personagens, são meras marionetes do sofrimento e da catástrofe. A irritação é da anti-naturalidade das situações, de como tudo soa completamente forçado só para que as tragédias cheguem, abrindo um sorriso no rosto sádico dos diretores por terem destruído suas marionetes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É aí que entra o cineasta de talento. Moodysson, conhecido por ser extremamente sutil e piedoso com seus personagens, após ter começado a carreira com "Amigas de Colégio" e "Bem-Vindos", duas obras bastante otimistas e leves ao tratar de temas complicados, migrou para um estilo mais sombrio que descambou no péssimo "Um Vazio em Meu Coração". Porém, ele se recupera aqui nesse "Corações em Conflito": Tem todo o cuidado que a obra pede, e por mais que a tragédia seja inevitável no final, ele cuida de seus personagens, que são absolutamente palpáveis, não julga ninguém, dá o direito à redenção. Não existem marionetes, são pessoas na tela. E Moodysson sabe conduzir suas histórias e levá-las a um final que não é feliz para muitos, mas um gosto amargo não precisa necessariamente ser deixado por sadismo contra as criações. Eu não gosto do estilo de câmera que é empregado aqui, mas é o de menos perto do grande anti-Babel que é esse Mammoth. 3/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A 40ª Porta, de Elchin Musaoglu: Simplesmente tosco esse aqui. Do visual ao tema, tudo parece uma telenovela de emissora pobre dos anos 70. Personagens mal construídos, trama fraca, fotografia péssima. Me induzi ao sono após a primeira meia-hora. 0/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Que Resta do Tempo, de Elia Suleiman: Considerado por muitos como o filme que merecia a Palma de Ouro no último festival de Cannes, o novo filme de Suleiman é uma comédia dramática que visa sempre a repetição de gestos, a nulidade, a quebra do esperado e da temporalidade. Fazendo uma sátira política à guerra Israel-Palestina, são episódios da vida do diretor e de sua família contadas com muito bom humor através do estilo já conhecido do autor. Essa leveza nos atos, gestos e diálogos e na coordenação de cena levam a um resultado que beira o genial. Suleiman, como Buster Keaton, Charlie Chaplin, Woody Allen, Nanni Moretti, entre outros grandes comediantes do cinema, se coloca em cena e representa aqui a si mesmo, em algumas sequências antológicas. Com câmera estática o tempo todo, mas planos curtos, tem ainda uma excepcional mise-èn-scène. Uma jóia. 3.5/4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-3184175739391312003?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/3184175739391312003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3184175739391312003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/3184175739391312003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-6.html' title='mostra - dia 6'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SukUAFBKxbI/AAAAAAAAACs/ztrvQRmY_XA/s72-c/timethatremains.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-6607182904898299696</id><published>2009-10-27T17:11:00.001-07:00</published><updated>2009-10-27T17:30:09.128-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 5</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SueMXhd7XMI/AAAAAAAAACk/cCzfqOF2FSQ/s1600-h/independencia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SueMXhd7XMI/AAAAAAAAACk/cCzfqOF2FSQ/s320/independencia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397437014175603906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre Dois Mundos, de Vimutkhi Jayasundara: Filme começa absolutamente excepcional, com imagens maravilhosas na tela, em planos muitíssimo bem construídos e dotados também de uma mise-en-scène impressionante. Dois planos em especial - o "alpinismo" e os rebeldes destruindo as televisões - Estão entre os melhores que já vi nessa mostra, se não forem os melhores. A consistência imagética se mantém até o final, com Jayasundara demonstrado ter total senso estético, mas o problema é que tematicamente o filme é vazio e não apresenta absolutamente nada que possa sustentar os planos infinitos e o ritmo lentíssimo que dominam toda a projeção. A dicotomia amor e morte é apresentada de uma forma já muito conhecida, e a poesia aqui não funciona muito. Fica a sensação que poderia ser uma obra-prima com um fundo mais elaborado. Uma pena. 2/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tokyo!, de Michel Gondry, Leos Carax e Joon-Ho Bong: Uma bobagem completa. Isso é o que define essa compilação de três estórias sobre a capital japonesa. A única que merece o mínimo destaque é a de Carax, sobre um homem que vive no esgoto e faz ataques terroristas à cidade, apelidado de Sr. Merde. O desenvolvimento as soluções visuais de Carax, porém, são estranhas demais. Bong não é nem de longe o cineasta de "O Hospedeiro" e de "Mother". Já pro Michel Gondry, só se pode falar uma coisa: Fique só nos videoclipes enquanto há tempo, por favor. 1/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Independência, de Raya Martin: Belo filme do filipino Raya Martin, sobre uma família que se refugia da floresta pra se esconder da guerra civil. O preto-e-branco combina com o clima e é muito bem executado, o visual é delimitado de acordo com as intenções do cineasta, que conduz ainda algumas entradas deveras estranhas, como a informação sobre a chegada dos soldados norte-americanos, mas que acabam funcionando. Martin e Jayasundara, cineastas do programa de residência do festival de Cannes, demonstraram ambos muito talento, mas sem dúvidas o filme do filipino é superior ao do... (insira aqui a nacionalidade de quem nasceu no Sri Lanka). 3/4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-6607182904898299696?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/6607182904898299696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-5.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6607182904898299696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6607182904898299696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-5.html' title='mostra - dia 5'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SueMXhd7XMI/AAAAAAAAACk/cCzfqOF2FSQ/s72-c/independencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-8720376405296965183</id><published>2009-10-26T19:30:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T19:55:25.585-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 4</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuZbsYaOQfI/AAAAAAAAACc/POJIVeMbQEQ/s1600-h/fantasticmrfox.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 172px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuZbsYaOQfI/AAAAAAAAACc/POJIVeMbQEQ/s320/fantasticmrfox.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397102021474927090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Águas Verdes, de Mariano de Rosa: Família vai viajar, problemas começam a acontecer e alguma situação limite se desenha durante férias que deveriam ser pura diversão e altas aventuras. Tenho certeza que já vi esse filme infinitas vezes. A situação limite aqui é a paranóia do patriarca da família em relação às pessoas que eles conhecem durante a viagem, um "outsider" viajante pelo mundo que passa a galantear a filha, menina de uns 15 anos, e um casal de lésbicas que faz amizade com a esposa. Pois bem. Digamos que o fator de absoluta irritação nesse filme é a falta de consistência dramática e construção psicológica dele. Os atos parecem jogados, sem conexão, a paranóia não é justificada em momento algum, não soando verossímil nem pelo roteiro, nem pela atuação. Acaba sendo uma experiência vazia, e que visualmente também não é das melhores. 1/4.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A Vida em Bloco, de Alfredo Hueck e Carlos Caridad: dois médias com a desculpa de serem estórias interligadas por um bloco de apartamentos pra estarem no mesmo filme e nada mais que isso. o primeiro é interessante, bastante bukowskiano, com um cidadão que vaga por bares, atrás de mulheres fáceis e bebidas, a noite toda. chega atrasado no trabalho sempre e tem uma barba gigante. o clima é todo legal, e o desenvolvimento agrada. mas não vai além disso, falta profundidade e algo que possa chamar melhor a atuação do espectador. o segundo é um completo desastre. não só o tema é bobo e incapaz de chegar perto de prender a atenção, como a estética é incrivelmente tosca, com fotografia de plástico e quadros fechados sempre numa linguagem muito televisiva. no mínimo, irritante. 1/4.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O Fantástico Sr. Raposo, de Wes Anderson: Anderson é um daqueles "cineastas de um tema só", e volta a ele aqui mais uma vez. A família, agora, é uma família de raposas, que vivem em uma árvore, cujo o pai, outrora ladrão de galhinhas, após anos como 'trabalhador sério', deseja voltar a ativa e praticar um último roubo. Desde o fato de ser uma animação, já se imagina um filme bem mais leve, e de fato é o que ocorre. É engraçado, com o humor típico de Anderson, mas não avança tanto no sarcasmo e na profundidade. Fica longe de ser um Royal Tenembaums, mas não tem intenção de ser, também. 2.5/4&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-8720376405296965183?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/8720376405296965183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/8720376405296965183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/8720376405296965183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-4.html' title='mostra - dia 4'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuZbsYaOQfI/AAAAAAAAACc/POJIVeMbQEQ/s72-c/fantasticmrfox.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-8043954849817038581</id><published>2009-10-26T17:25:00.001-07:00</published><updated>2009-10-26T17:42:56.145-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 3</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuY-HNvDj-I/AAAAAAAAACU/uqIHgEQ4XYI/s1600-h/badlieutenant.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 258px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuY-HNvDj-I/AAAAAAAAACU/uqIHgEQ4XYI/s320/badlieutenant.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397069497117151202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bad Lieutenant, de Werner Herzog: refilmagem polêmica do filme de abel ferrara, esse policial com nicolas cage (na atuação da sua vida fácil, melhor ainda que em despedida em las vegas - onde, a exemplo daqui, era um viciado) exagera no politicamente MUITO incorreto, com direito a tortura de velhinhas e ao herói fazendo tudo de errado que é possível que um oficial da lei fazer - usa drogas, rouba drogas dos presos, planta provas, namora uma prostituta, aceita sexo como forma de suborno das mulheres, se associa com traficantes, etc etc etc etc. e o resultado disso é hilário. quanto mais fundo o buraco cavado pelo personagem de cage, mais bizarras e inacreditáveis ficam as situações, e mais engraçado o negócio todo fica. herzog acerta na mão, não liga pra possíveis restrições da ala conservadora e se libera totalmente. direção segura, deixando o filme fluir. e que a alma continue dançando depois da morte. 3/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À Procura de Eric, de Ken Loach: eric cantona rouba a cena e domina esse filme estranho à filmografia de ken loach. o ex-centroavante MITO do manchester united aparece totalmente à vontade, numa obra que o futebol lança o tom da comédia, mas mais tarde serve também como pano de fundo pra uma mudança de gêneros - que é extremamente bem conduzida pelo diretor. de qualquer forma, é bastante previsível - pra não dizer clichê - e vale mais como objeto de diversão e nada mais. 2/4&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alga Doce, de Andrzej Wajda: terceiro filme do dia, terceiro de um grande mestre do cinema. alga doce é um desses exercícios de fronteira entre documentário e ficção, e essa relação aqui é até bem interessante - de um lado, a atriz principal declama monólogos sobre a morte do seu marido, do outro, ela atua no filme que fazia enquanto ele morreu. problema é que isso não tem muito pra onde ir, a parte documentário é sem dúvida bem pensada, mas um monólogo sobre uma morte tem predisposição a se tornar cansativa bem rápido, e a parte ficção não tem quase sentido nenhum de existir, sendo absolutamente raza quando comparada ao monólogo. ou seja, o filme se torna bastante sonolento sem muita demora. 2/4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-8043954849817038581?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/8043954849817038581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-3.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/8043954849817038581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/8043954849817038581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-3.html' title='mostra - dia 3'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuY-HNvDj-I/AAAAAAAAACU/uqIHgEQ4XYI/s72-c/badlieutenant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-6857047469437986228</id><published>2009-10-25T19:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T19:04:01.768-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuUDfAcQxLI/AAAAAAAAACM/eY_DGp7l3rc/s1600-h/mother.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 171px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuUDfAcQxLI/AAAAAAAAACM/eY_DGp7l3rc/s320/mother.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396723559702774962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial; font-size: 12px; "&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;35 doses de rum, de claire dennis: um olhar sobre a separação entre pais e filhos vindo da diretora francesa claire dennis. no caso, é separação entre pai e filha. eles moram num pequeno apartamento no subúrbio parisiense, ele é operador de trens, ela é a melhor aluna da sala. o filme se desenvolve, mas é muito arrastado, demora muito pra chegar a algum ponto realmente interessante. a partir daí, tem algumas passagens magníficas, como toda a sequência entre a saída pro teatro que acaba num mini-baile num boteco. a resolução é a esperada, mas nada no filme salta muito aos olhos, em campo algum. vale por ser mais uma peça na interessante cinematografia da diretora. 2/4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;ervas daninhas, de alain resnais: depois de fazer o excepcional "medos privados em lugares públicos", resnais apareceu na seleção oficial de cannes com esse aqui. a impressão clara é que o diretor, já com 87 anos e sem dúvida um dos maiores mestres de toda a história do cinema, autor de obras-primas como "noite e névoa" e "o ano passado em marienbad", hoje faz filmes se divertindo absurdamente, sem maiores preocupações. esse é todo o aspecto de ervas daninhas, comédia romântica com toda a habilidade estética de resnais, brincadeiras narrativas, bom humor destilado por todos os lados. é uma obra que nem parece de um senhor de 87 anos. mas é, e ele ainda tem toda essa competência pra, mais que se divertir, fazer o público todo feliz. 3/4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;sussurros ao vento, de shahram alidi: antes de mais nada, fotografia lindíssima, um filme com cuidados especiais de câmera, de colocação, com muitos pontos de reflexão sobre a imagem - todo movimento tem sentido, é cuidadosamente planejado, um trabalho realmente sensacional. o filme é sobre um mensageiro que viaja pelo curdistão, eerr, entregando mensagens. "perdi meu filho na guerra", "por favor, peçam pro meu filho voltar", etc etc etc. basicamente, é um grito extremo de manifesto nacionalista do curdistão, com algumas cenas que GRITAM liberdade, como a transmissão por uma rádio proibida do choro de um recém-nascido após um massacre do exército iraquiano, como se quisesse dizer "os curdos vivem". me irrita um pouco fazer um filme com todos esses clichês sobre o sofrimento de um povo oprimido, mas colocando na balança, esse aqui é realmente foda. 3/4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;mother, de bong joon-ho: aclamado mundialmente pelo terror esquisito o hospedeiro, lançado uns dois ou três anos atrás, o coreano bong joon-ho volta agora com um suspense esquisito, história sobre uma mãe de um filho retardado que tenta provar a inocência após seu filho ser acusado de assassinato. digo esquisito porque são infinitos elementos de comédia enfiados no meio de uma forma bem atípica, como já ocorria em o hospedeiro. o negócio aqui é que a construção do filme é sensacional, tanto no que diz respeito ao clássico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;investigação do crime&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;, principalmente nos personagens, todos com começo, meio e fim em suas trajetórias - impossível não pensar em moral ao escrever aqui, mas eu não gosto da palavra e talvez o filme também não goste. fato é que, se não é uma obra-prima, chega perto. 4/4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;nota-se como fator interessante aí o fato que os dois melhores filmes até agora são asiáticos. vamos ver como esse painel se desenvolve durante a mostra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-6857047469437986228?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/6857047469437986228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6857047469437986228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/6857047469437986228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-2.html' title='mostra - dia 2'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuUDfAcQxLI/AAAAAAAAACM/eY_DGp7l3rc/s72-c/mother.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1235974521253446213.post-1351714247266435232</id><published>2009-10-25T19:00:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T19:01:56.085-07:00</updated><title type='text'>mostra - dia 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuUC3Vrl_0I/AAAAAAAAACE/sGDi4Vr3A0w/s1600-h/stillwalking.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 178px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuUC3Vrl_0I/AAAAAAAAACE/sGDi4Vr3A0w/s320/stillwalking.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396722878209457986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 11px; color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;eu gostaria de poder chegar aqui no primeiro dia de uma mostra e dizer que não houve nenhum problema técnico. a desorganização é sempre assustadora, com algo acontecendo pra atrapalhar toda a programação de uma sala ou mais. hoje, felizmente, não foi nada referente a atrasos, e sim o sistema de legendas eletrônicas do espaço unibanco que não funcionou, pelo menos enquanto eu estava por lá. o primeiro filme, 'ramirez', era espanhol, e o segundo, 'aviões de papel', húngaro. pra nossa extrema sorte, este tinha embutidas legendas em inglês. seria melhor que não tivesse. pelo menos poderíamos nos divertir brincando de decifrar o que os personagens falavam pra fazer o tempo passar mais rápido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;'ramirez' e 'aviões de papel' nem merecem textos separados. são dois filmes que sofrem dos mesmos infinitos problemas. muitos desses problemas são coisas comuns dentro do cinema, desde sempre. personagens sem construção nenhuma, cujas ações são soltas, vão do nada ao lugar nenhum. no caso do filme espanhol, a situação é absolutamente inexplicável, visto que ele é todo centrado no personagem principal, ao contrário do húngaro que é uma junção de oito, nove ou vinte - não tive muita paciência pra me preocupar com isso - estórias diferentes, todas contadas com ceninhas rápidas de um ou dois minutos e pulando novamente pra seguinte. o genial aqui é a falta de necessidade de existência de algumas (95%, digamos) desses micro-estórias. uma delas, exemplificando, é sobre um escritor que não consegue escrever. passagem um: ele sentado à máquina. passagem dois: ele levanta e faz um lanche. passagem três: ele senta de novo, mas o telefone toca. e assim por diante. até o final. nada, absolutamente nada, acontece. eu entenderia até uma negação da narração tradicional, mas claramente não é a intenção do excelentíssimo sr. diretor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;'ramirez', sim, é uma obra que tem uma construção atípica de narrativa, uma vez que, no começo, as cenas aparentemente não tem maior ligação umas com as outras. vemos o personagem título traficando drogas, depois, saindo com uma mulher, depois, visitando a mãe, depois, tirando fotos. essa é a apresentação do personagem. não existe, porém, coerência psicológica. os atos não batem, não existe construção. e, depois, ainda a não-narrativa é abandonada. uma linha comum passa a ser seguida. não que isso o torne melhor ou pior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;tudo bem, seriam apenas dois filmes ruins se não houvesse o fator principal de irritação: a câmera. sabe-se lá porque, mas nos dois casos há uma incapacidade de mantê-la quieta. vamos descrever: câmera chega a uma imagem onde está o centro da ação. câmera para, ação decorre. de repente, DO NADA, sem mudança nenhuma do centro da ação, a câmera treme, se mexe, se movimenta, sem sentido nenhum. é simplesmente um tique dos diretores, dos operadores de câmera ou de alguém da equipe. mas em ambos os filmes, isso ocorre com frequência. além disso, 'ramirez' é consideravelmente mal-iluminado, mas depois de tanta coisa, isso já nem faz tanta diferença.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;desci do espaço unibanco pro frei caneca com a esperança do dia ser salvo por still walking, o novo kore-eda, cineasta que eu tinha uma admiração relativa, principalmente por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;depois da vida &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;ninguém pode saber. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;ok, nem precisava ser um GRANDE filme, eu já estaria feliz em não ver uma câmera com epilepsia, o que seria pouquíssimo provável de se repetir pelo passado da obra do diretor. alívio extremo: 120 minutos com uns 118 de câmera estática. tudo devidamente compensado. meus olhos agradecem.&lt;br /&gt;(e não me entendam errado, eu admiro - e muito - movimentos bem-feitos de câmera, isso é uma mera questão de opção dos autores e não tem nada a ver com a qualidade do filme, EXCETO quando se deu ecstasy pra câmera antes de iniciar as gravações).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;tá, isso é o de menos no caso de 'still walking', apesar de ter a ver com a homenagem a yasujiru ozu, que está contida também - e sobretudo - no tema e seu desenvolvimento. temos aqui uma reunião de família, três gerações - avô e avó, dois filhos, cônjuges, três netos. preparativos pro almoço, chegada dos filhos, diálogos. personagens sendo construídos tijolo a tijolo. tensão surgindo do desenvolvimento deles. personalidades, olhares, diálogos. nenhum julgamento. todos são seres humanos absolutamente palpáveis, a senhora é a encarnação japonesa da minha avó, por exemplo. as discussões sobre trabalho, tradições, futebol, criação dos filhos e tudo o mais estão lá e vão levando aos temas centrais desta obra de kore-eda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;tempo, dor, perda, tradições. todos eles, com o desenvolvimento de 'still walking', surgem no primeiro plano. os personagens passam, essas quatro palavras continuam. o que nós vemos é a passagem e a continuação. 'still walking'. a vida continua. as tradições continuam. o tempo continua. e o diálogo final ainda, na minha sincera impressão, reflete o cinema japonês, de ozu pra kore-eda - sem comparações, por favor - nos personagens do filme.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;ramirez, de albert arizza - 1/4&lt;br /&gt;aviões de papel, de simon szabó - 0/4&lt;br /&gt;seguindo em frente, de hirokazu kore-eda - 4/4&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1235974521253446213-1351714247266435232?l=criticasmassarianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/feeds/1351714247266435232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/1351714247266435232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1235974521253446213/posts/default/1351714247266435232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://criticasmassarianas.blogspot.com/2009/10/mostra-dia-1.html' title='mostra - dia 1'/><author><name>carlos massari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/Sj6x67NfsOI/AAAAAAAAABg/sjoXCkpmXxM/S220/ficc27.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6xkg-Y_U16c/SuUC3Vrl_0I/AAAAAAAAACE/sGDi4Vr3A0w/s72-c/stillwalking.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
